A ciência fechou mais um elo na cadeia da evolução. Cientistas americanos, em artigo que sai na edição da Nature desta quinta-feira, descrevem o processo de evolução da vida da água para a terra de modo bem mais complexo do que simplesmente substituir barbatanas por membros. É o que diz a reportagem do The New York Times sobre a trabalho, resultado de pesquisa que, durante dois anos, examinou da cabeça ao rabo um fóssil de peixe de 375 milhões anos encontrado num lago do Canadá. Sua cabeça, e consequentemente seu cérebro, mostram sinais de que estavam se adaptando a passar mais tempo na terra. Um osso, arremedo de pescoço, começava a crescer e um órgão associado à respiração por guelras se atrofiava, a caminho de virar ouvidos. As revelações do estudo, segundo cientistas, preenchem lacunas importantes sobre a morfologia das espécies que fizeram a transição de habitat e o período mais exato em que isso aconteceu.
Leia também
Incêndios na Patagônia expõem nova dinâmica do fogo impulsionada pelo clima
Queimadas já devastaram milhares de hectares na Argentina e Chile, enquanto especialistas alertam para o papel das mudanças climáticas e da ação humana na intensificação do fogo na região →
Paleontólogos pedem proteção da Floresta Petrificada de Altos, no Piauí
Abaixo-assinado pede a criação de uma unidade de conservação e um parque paleontológico para proteger a área, ameaçada por desmatamento e queimadas →
Instituto Escolhas abre edital para bolsas de pesquisa sobre a Caatinga
Programa é voltado para estudantes de pós graduação nascidos ou que estejam matriculados em instituições de ensino localizadas da região nordeste; inscrições estão abertas até 31 de março →


