A proposta do Governo do Distrito Federal de usar água do Lago Paranoá para o abastecimento de aproximadamente 600 mil pessoas, a partir de 2011, é polêmica pura. Começando porque grande parte do abastecimento na capital federal esvai para as milhares de piscinas que pontuam os bairros Lago Norte e Lago Sul, fazendo da cidade uma das recordistas mundiais nesse quesito. Além disso, quem usa o manancial (mancha escura no mapa abaixo) para lazer, pesca e outras atividades, teme que o mesmo seja ambientalmente prejudicado. com redução da quantidade de água e dos estoques de peixes. Sobre economia de água, ninguém fala nada.
Outra dúvida é sobre o impacto que as milhares de ocupações irregulares em suas margens terão sobre o abastecimento. Entorno de reservatórios, naturais ou artificiais, é área de preservação permanente, onde não se poderia construir ou fazer qualquer uso não-público. Em Brasília, só o que se vê é descumprimento da regra com inoperância de órgãos públicos.
O abastecimento público de água no Distrito Federal depende hoje principalmente da barragem do Descoberto, do Parque Nacional de Brasília e da Reserva Biológica da Contagem. Nessas últimas duas fontes, como mostrou O Eco, poderiam ser cobrados valores pelos serviços ambientais prestados pelas áreas protegidas, ajudando em sua manutenção.
Explore o Paranoá e seu entorno:
Visualizar Lago Paranoá em um mapa maior
Saiba mais:
Cercada pelo crescimento urbano
Tempo passa, dinheiro não chega
Leia também
Ibama cria comissão para gerir bens apreendidos e tenta dar mais agilidade às destinações
Portaria fixa prazo de 30 dias para criação das comissões e detalha critérios técnicos para avaliar, doar ou leiloar bens apreendidos em fiscalizações ambientais →
Onde os biomas se abraçam
Saberes tradicionais fortalecem a Caatinga na Serra de Exu; Desde 2016, anualmente ocorre um encontro que celebra essa sociobiodiversidade →
ICMBio regulamenta voos de helicóptero sobre as Cataratas do Iguaçu
Nova portaria fixa altitude mínima, horários restritos e proíbe drones recreativos no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná →




