Pesquisa feita por Horácio Ferreira Júlio Júnior, Claudenice Dei Tós, Ângelo Antonio Agostinho e Carla Simone Pavanelli, todos da Universidade Estadual de Maringá (PR), mostra que a construção da hidrelétrica de Itaipú, ao afogar a barreira representada pelas cataratas de Sete Quedas, resultou na invasão do curso superior do rio Paraná e de seus afluentes por 33 espécies de peixes antes desconhecidas naquela porção da bacia. Elas incluem duas espécies de raias, uma piranha e vários cascudos. Todas são sedentárias ou realizam migrações curtas, em contraste com os peixes de piracema, que dominavam a comunidade antes da construção da barragem. Os autores concluem que invasões massivas por espécies alóctones, amplamente ignoradas por estudos de impacto ambiental, é uma possibilidade real quando represas eliminam barreiras naturais. E aí vêm usinas no rio Madeira e Xingu, fora outros atentados à biodiversidade nacional.
Leia também
Edital destina R$ 800 mil para prevenção de incêndios no Cerrado de Goiás
Chamada emergencial busca apoiar brigadas, manejo do fogo e resgate de fauna antes da temporada crítica de incêndios em 2026 →
Mulheres são a força estratégica da restauração florestal brasileira
O protagonismo das mulheres é reforçado quando criamos espaços seguros para sua participação na tomada de decisões coletivas, promovemos oportunidades de capacitação nas áreas de gestão e liderança →
Programa abre 100 vagas para capacitar vendas online de produtos da sociobiodiversidade amazônica
Iniciativa Amazônia em Casa, Floresta em Pé oferece formação gratuita de sete meses para empreendedores que usam insumos da floresta e querem ampliar presença no mercado digital →


