Na próxima semana, pesquisadores iniciam uma expedição para colher mais informações sobre a biologia do tamanduaí (Cyclopes didactyla), percorrendo dez comunidades quilombolas na Amazônia paraense, começando pela reserva biológica do rio Trombetas, em Oriximiná.
“O trabalho junto às comunidades vai nos ajudar a responder perguntas básicas sobre os hábitos do tamanduaí e sua relação com a comunidade (sobre as suspeitas deles serem capturados para servirem de alimento ou serem vendidos como mascote), com este entendimento buscamos analisar as principais ameaças a esse animais na Amazônia”, diz a coordenadora do projeto, Flavia Miranda. Apesar dos escassos dados oficiais sobre o animal, os pesquisadores têm indícios de que ele esteja em declínio populacional . “A principal ameaça é a destruição de habitat. A população nordestina está criticamente ameaçada”, comentou Miranda.
Segundo informa a Fundação O Boticário, apoiadora da empreitada encabeçada pelo Projeto Tamanduá, a partir das informações existentes a União Mundial para a Conservação da Natureza se prontificou a classificar a população de tamanduá do Nordeste como “criticamente ameaçada”. A mesma classificação deve acontecer no Brasil, com apoio do Instituto Chico Mendes.
Saiba mais:
Menor tamanduá, já ameaçado
Tamanduaís deslocados no Tocantins
Leia também
As florestas que não podem ficar de fora das metas de 2026
Para evitar o colapso de ecossistemas e a morte de milhões de pessoas devemos priorizar ações para aprimorar a governança e o florestamento de regiões marinhas-costeiras →
Desmatamento já reduziu chuvas no sul da Amazônia, aponta estudo
Pesquisa publicada na revista científica Nature indica que a perda de floresta enfraquece o ciclo da água e torna a região mais seca →
Suçuarana morre atropelada na Serra da Cantareira, em São Paulo
Incidente ocorreu na madrugada do último final de semana, em via sem monitoramento por câmera e sinalização adequada para travessia de animais; ONG convoca manifestação para domingo (18) →





