Durante o Seminário Panamazônico Acadêmico-Empresarial, que acontece em Manaus, o professor Belisário Arce anunciou que a Associação Panamazônia, da qual é presidente, enviará uma carta à Embaixada da Noruega e à Presidência da República para reivindicar formalmente que os recursos do Fundo Amazônia sejam administrados por organizações governamentais amazônicas e não pelo BNDES.
Belisário elogia o rigor para a aprovação de projetos, mas critica o excesso de burocracia. “As ONGs não têm conseguido aprová-los também pelos altos custos transacionais. O Fórum Amazonas Sustentável (FAS) é grande, tem como pagar por idas e vindas a outros estados para assinar contratos, mas organizações pequenas, não. E aí acabam não recebendo recursos”.
De acordo com ele, uma solução para resolver este problema seria mudar a maneira de atuação na Amazônia inclusive no âmbito de tomadas de decisão. “Se o Fundo é para a Amazônia, deve ser administrado por mãos amazônicas e não mais por Brasília, São Paulo ou Rio de Janeiro. Não dá para deixar este controle nas mãos de burocratas que não entendem nada da região. Quem toma conta do seu dinheiro é você ou seu vizinho?”, questiona.
Saiba mais:
Fundo Amazônia
De olho no Fundo Amazônia
(Karina Miotto)
Leia também
STF anula lei do Acre que permitia privatização de áreas em florestas públicas
A Corte considerou inconstitucional regra que autorizava conceder título definitivo e retirar áreas do regime de floresta pública após dez anos de uso ou posse →
10 Livros para Mergulhar em Conservação, parte 6: Uma Ética Ecológica e Evolutiva
Hoje em dia, nenhum sentimento faz tanta falta – e não só na conservação – quanto a empatia. E ela vem de saber quem nós somos e qual nossa relação com todo o resto →
Ipaam embarga 220 hectares e aplica R$ 1,7 milhão em multas no sul do AM
Fiscalização da Operação Tamoiotatá 6 na BR-230, em Humaitá, identificou criação irregular de gado, descumprimento de embargo e impedimento da regeneração da vegetação nativa →





