Durante o Seminário Panamazônico Acadêmico-Empresarial, que acontece em Manaus, o professor Belisário Arce anunciou que a Associação Panamazônia, da qual é presidente, enviará uma carta à Embaixada da Noruega e à Presidência da República para reivindicar formalmente que os recursos do Fundo Amazônia sejam administrados por organizações governamentais amazônicas e não pelo BNDES.
Belisário elogia o rigor para a aprovação de projetos, mas critica o excesso de burocracia. “As ONGs não têm conseguido aprová-los também pelos altos custos transacionais. O Fórum Amazonas Sustentável (FAS) é grande, tem como pagar por idas e vindas a outros estados para assinar contratos, mas organizações pequenas, não. E aí acabam não recebendo recursos”.
De acordo com ele, uma solução para resolver este problema seria mudar a maneira de atuação na Amazônia inclusive no âmbito de tomadas de decisão. “Se o Fundo é para a Amazônia, deve ser administrado por mãos amazônicas e não mais por Brasília, São Paulo ou Rio de Janeiro. Não dá para deixar este controle nas mãos de burocratas que não entendem nada da região. Quem toma conta do seu dinheiro é você ou seu vizinho?”, questiona.
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De olho no Fundo Amazônia
(Karina Miotto)
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