O chefe do Parque Nacional da Serra dos Órgão, Ernesto Castro, nos enviou a foto acima, uma onça parda fotografada na unidade de conservação. O projeto inventário de mamíferos no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, desenvolvido pela própria equipe do Parque em parceria com o CENAP/ICMBio, registrou a presença da onça parda (Puma concolor) próximo à sede da UC, em Teresópolis.
A cada três semanas, a equipe percorre cada trilha para checar as armadilhas e verificar os registros. A onça parda foi registrada já no primeiro período de amostragem. Na última semana o animal, também chamado de suçuarana, foi visto por um servidor atravessando a rodovia BR-116, que cruza o Parque, durante a madrugada.
O Projeto de inventário de mamíferos foi selecionado em edital da Diretoria de Biodiversidade do ICMBio e recebeu apoio financeiro para 2010. Foram adquiridas 20 armadilhas fotográficas e equipamentos complementares. O CENAP cedeu outras 16 armadilhas para aumentar a cobertura em diferentes áreas do Parque. A equipe do projeto é formada por servidores, monitores, estagiários e voluntários.
Um dos principais objetivos do projeto é confirmar a presença da onça pintada na área do Parque, já que há relatos de sua presença e técnicos do CENAP encontraram rastros que provavelmente são desta espécie em 2008.
A coordenadora de manejo do Parque da Serra dos Órgãos e do projeto, Cecília Cronemberger, destaca também os objetivos futuros, “Nossa proposta é aprofundar o inventário e, em seguida, iniciar o monitoramento das populações de carnívoros e outros mamíferos de grande porte no Parque e região”.
Mamíferos que percorrem grandes distâncias, como as onças, podem ser bons indicadores de conectividade entre unidades de conservação ou remanescentes florestais. O Parque da Serra dos Órgão está preparando, em parceria com o Parque Estadual dos Três Picos e a Reserva Biológica do Tinguá, projeto de monitoramento que inclua as três unidades de Conservação para verificar a efetividade de corredores florestais no Mosaico da Mata Atlântica Central Fluminense. As três unidades juntas têm mais de 100 mil hectares e protegem um dos principais remanescentes da Mata Atlântica.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Economista sugere criação de ‘pix climático’ para famílias afetadas por enchentes e deslizamentos
Proposta surgiu durante encontro promovido pela ong RioAgora.org, que reuniu especialistas para debater propostas para os candidatos ao governo do RJ →
O que está em jogo com a crise da moratória da soja
STF convoca audiência de conciliação em abril, em meio ao enfraquecimento do acordo que ajudou a conter o desmatamento na Amazônia nas últimas duas décadas →
Plano de bioeconomia aposta em metas ambiciosas até 2035
MMA publica resolução da Comissão Nacional de Bioeconomia que define objetivos para crédito, restauração e uso sustentável da biodiversidade →

Olá, nós já estamos no ano de 2019,e infelizmente um caçador da cidade de Magé, bairro Suruí,capturou uma onça parda e a matou… isso tudo é muito triste…