![]() |
Tudo começou após o prefeito Gilberto Kassab ter sancionado em maio a Lei Municipal 15.374/11, que proíbe a distribuição gratuita do produto pelos varejistas. A lei deveria começar a valer agora no dia 01 de janeiro, mas uma ação do Sindicado da Indústria de Material Plástico conseguiu liminar que suspende os efeitos da lei. A ação foi julgada no dia 24 de novembro pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, pelo desembargador Luiz Pantaleão
Junto às medidas judiciais, a indústria lançou uma campanha nos jornais e rádios em que sustenta a mensagem de que as sacolas plásticas na verdade são benéficas ao meio ambiente. Toda a campanha gira em torno do conceito de que as sacolas não são descartáveis e sim reutilizáveis. “Se elas fossem proíbidas, você (consumidor) teria que comprar muito mais sacolas de lixo, e isso não faria diferença nenhuma para o meio ambiente, só para o seu bolso”, diz o spot de rádio que foi veículado na capital paulista através da BandNews FM.
Para os supermercados, mesmo que a lei não entre em vigor, a estratégia de banir as sacolinhas já está montada. A Associação Paulista de Supermercado (APAS), junto com a entidade nacional do setor – ABRAS – e o governo, lançou uma campanha de estimulo ao uso de ecobags nas lojas de São Paulo. Batizado de “Vamos tirar o Planeta do Sufoco”, o programa começou com um convênio com o governo do Estado de São Paulo e agora vai ganhar escala nacional, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente.
Tanto as entidades do setor quanto as associações supermecadistas clamam defender a sustentabilidade em primeiro lugar. Até segunda ordem distribuir sacolas plásticas de graça, em São Paulo não é crime. E até que os supermercados cumpram a promessa de sumir com elas, as sacolinhas serão utilizadas de acordo com a consciência de cada um. Atrativas, as campanhas jogam no consumidor informações sem mostrar dados de produção e consumo. Vejam abaixo.
| Campanha da Associação Brasileira de Supermecados com apoio do Ministério do Meio Ambiente |
| Campanha de rádio do Instituto Sócio-Ambiental do Plástico (Plastivida) |
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Só 1% do orçamento foi destinado ao clima por candidatos a governador que buscam permanecer no poder na Amazônia
Em cinco estados da Amazônia Legal, candidatos à reeleição e políticos que assumiram o governo durante o atual mandato disputam a permanência no cargo. Apesar de todos citarem a agenda climática em seus planos de governo para 2026, juntos, os cinco governos empenharam apenas 1,3% do orçamento em despesas relacionadas ao tema desde 2023: R$ 6,4 bilhões, contra R$ 475 bilhões em gastos não relacionados ao clima →
Futuros governadores têm desafio de recuperar o Cerrado, berço das águas
As candidaturas ao governo dos estados receberam uma lista de propostas concretas para recuperar as bacias hidrográficas do bioma que abastece oito das doze grandes bacias do país →
Muito do futuro da conservação da natureza se decide no Congresso
Desmonte socioambiental e passivo institucional são apenas algumas das decisões que podem ser barradas ou avançadas no Legislativo →

