![]() |
O ouro ilegal era extraído na região de São Gabriel da Cachoeira e levado à cidade de Manaus, onde funcionava uma rede ilegal de comércio, formada por garimpeiros, receptadores e compradores. Essa rede agia em outros estados, como Minas Gerais, Pernambuco, Goiás e São Paulo. Foram cumpridos mandatos de busca e apreensão, interrupção de atividade econômica, sequestros de bens e de contas bancária. Porém, ninguém foi preso.
“Os 11 investigados no processo estão impedidos de comercializar qualquer tipo de ouro, estão com seus bens sequestrados pela PF e suas contas bancárias congeladas”, disse Ottoni.
Ainda segundo a Polícia Federal, a exploração ilegal gerava um faturamento em torno de 2 milhões a 3 milhões de reais por mês. Os envolvidos irão responder na Justiça por usurpação de bem da União, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. A atividade extrativista do ouro é uma das mais poluentes do mundo e precisa da autorização dos órgãos ambientais para funcionar. A Polícia Federal não informou se havia cuidados ambientais mínimos nesses garimpos.
Leia também
Três anos após tragédia, 203 hectares de encostas em São Sebastião seguem em recuperação
Deslizamentos ocorridos em fevereiro de 2023 deixaram 853 cicatrizes de desmatamento na cidade. Cerca de 70% da área já está recoberta de vegetação →
Disputas e contradições continuam após a COP30
Plano Clima indica desafios de implementação; evitar mudanças profundas continua sendo uma linha de ação que envolve greenwashing, lobby e circulação de desinformação →
Como transformar a meta 30×30 de um slogan político para uma realidade ecológica
O recém-aprovado Tratado do Alto-Mar oferece uma oportunidade de proteger o oceano como nunca antes →




