Diante da crise de perda de biodiversidade global, causada pela mão humana, torna-se cada vez mais necessário intervir, dessa vez para reverter ou mitigar os efeitos causados por nossas ações no planeta. As reintroduções e translocações de animais para repovoar ou reforçar as populações de certas espécies em determinados locais são um dos maiores e mais bem-sucedidos exemplos disso. Com o objetivo de garantir regras únicas e um marco teórico pioneiro para estas ações de manejo, a Rede Brasileira de Translocações para Conservação (RBTC) lançou nesta segunda-feira (25), um conjunto de diretrizes sobre o assunto para aprimorar as práticas de movimentação animal com fins de conservação, incluindo o retorno para natureza.
A publicação – que pode ser baixada em pdf neste link – contou com a contribuição de 17 especialistas de 12 instituições, além do apoio do ICMBio e de seus centros de pesquisa dedicados à fauna.
O documento funciona como um guia prático para profissionais e instituições voltadas à conservação e as diretrizes abrangem os principais aspectos do processo de translocação de fauna, como conceitos-chave, metodologias, planejamento, legislações, análise de riscos e benefícios.
“Esta publicação representa o esforço de um grupo de especialistas, gestores e pesquisadores brasileiros para trazer à nossa realidade as diretrizes internacionais aplicadas ao tema. Acreditamos que este será um marco no planejamento e na execução das ações de manejo que envolvem a translocação de animais como uma medida efetiva e complementar para a conservação. É o primeiro passo para uma longa caminhada no aprimoramento desta prática, como um importante instrumento no esforço contínuo para conservação das espécies e para a restauração dos habitats”, detalha o diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio, Marcelo Marcelino de Oliveira, na apresentação do livro.
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