Salada Verde

Brasil desiste de sediar COP do Clima em 2019

Após comemorar candidatura do país para sediar a Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP 25), Planalto recusa convite alegando restrições orçamentárias e novo governo

Daniele Bragança ·
27 de novembro de 2018 · 3 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente
Brasil desiste de sediar COP 25. Acima, imagem do Itamaraty. Foto: Pixabay.

O Brasil não vai mais sediar a COP 25 (Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas) em novembro de 2019. O governo brasileiro comunicou a decisão de desistir da candidatura através de comunicado enviado à secretária-executiva da Convenção, a embaixadora Patrícia Espinosa. Dois motivos foram alegados para a recusa: restrições orçamentárias e a transição do novo governo eleito, que herdaria o compromisso.

O comunicado foi divulgado pelo jornal O Globo.

“Levando em consideração restrições fiscais e orçamentárias, que muito provavelmente devem continuar em um futuro próximo, e tendo em vista o processo de transição para a administração recém-eleita, que será inaugurada em 1º de janeiro de 2019, o governo brasileiro é obrigado a retirar a oferta de sediar a COP 25”, diz o telegrama.

No dia 05 de outubro, o Itamaraty comemorou, em nota, a candidatura do país para sediar o encontro. Seria a primeira vez que o Brasil sediaria uma Conferência das Partes da Convenção do Clima. “A realização da COP-25 no Brasil confirma o papel de liderança mundial do país em temas de desenvolvimento sustentável, em especial no que se refere à mudança do clima, e reflete o consenso da sociedade brasileira sobre a importância e a urgência de ações que contribuam no combate à mudança do clima”, dizia a nota.

O consenso deixou de ser verdade após a eleição do novo presidente, que chegou a defender a saída do Brasil do Acordo de Paris, e da escolha do novo ministro das Relações Exteriores, o diplomata Ernesto Araújo. Araújo escreveu em seu blog que a defesa das mudanças climáticas é uma “tática global servindo para justificar o aumento do poder regulador dos Estados”. Em artigo publicado nesta terça-feira (26) na Gazeta do Povo, voltou a criticar o que chama de “alarmismo climático”.

 

Leia Também 

Novo chanceler afirma que mudança climática é ‘dogma’

Corte de emissões de carbono precisa triplicar, alerta ONU

Desmatamento aumenta 14% na Amazônia, maior taxa em 9 anos

 

 

  • Daniele Bragança

    É repórter especializada na cobertura de legislação e política ambiental. Formada em jornalismo pela Universidade do Estado d...

Leia também

Notícias
23 de novembro de 2018

Desmatamento aumenta 14% na Amazônia, maior taxa em 9 anos

Foram derrubadas 7.900 km² de floresta entre agosto de 2017 e julho de 2018, aumento de 13,7% em relação ao período anterior, quando foram desmatadas 6947 km²

Notícias
27 de novembro de 2018

Corte de emissões de carbono precisa triplicar, alerta ONU

Relatório sobre situação da luta contra a mudança do clima aponta que mundo aquecerá 3ºC caso metas dos países não sejam ampliadas

Salada Verde
15 de novembro de 2018

Novo chanceler afirma que mudança climática é ‘dogma’

O diplomata Ernesto Araújo foi escolhido para comandar o Ministério das Relações Exteriores. Observatório do Clima afirma que escolha é estarrecedora

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Comentários 3

  1. Paulo diz:

    Pois é sr, Carlos magalhães, queimas-te sua língua.

    Lhes digo, vejam suas fontes e não comam prato feito.

    Até


  2. Paulo diz:

  3. Getulio diz:

    Deixa de sediar um evento munsial como a Conferencia daa Partes mostra ao mundo o quanto o atual e o proximo governo brasileiro despreza os acordos internaxionais!