Salada Verde

Prefeitura de Bonito adia cobrança de taxa ambiental para 2023

Decisão inicial de cobrar turistas que visitam o município a partir de dezembro foi adiada por pedido de agências de ecoturismo e falhas no software

Duda Menegassi ·
6 de dezembro de 2022
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Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente

A prefeitura de Bonito, em Mato Grosso do Sul, adiou o início da cobrança de uma taxa ambiental dos turistas que visitam o município, referência de ecoturismo no Brasil. O valor de R$7 por dia começaria a ser cobrado dos turistas em dezembro, mas foi adiado devido a falhas no software usado para emissão dos vouchers de pagamento e a um pedido da Associação Bonitense de Agências de Ecoturismo (ABAETUR). Com isso, a taxa de conservação ambiental ficou para 2023, ainda sem data definida para começar.

De acordo com a prefeitura, uma nova data será definida dentro das próximas semanas, após reuniões de trabalho entre a Secretaria de Governo, a Secretaria Municipal de Turismo, Indústria e Comércio (SECTUR), Procuradoria Jurídica Municipal e representantes da ABAETUR. 

A aplicação da taxa, que foi noticiada por ((o))eco no último mês, está prevista em lei municipal desde 2021 e tem valor inicial previsto de $7,00 por dia ou R$60,00 para cada período de trinta dias. A maior parte desse valor (60%) será destinado à gestão ambiental do município e a outra parte será revertida em assistência médica.

“O município precisa investir muito em meio ambiente para que seja possível garantir a longevidade do Destino Turístico. E isso significa investimentos em restauração de seus córregos urbanos, conservação de solo para proteger os Rios Cênicos e seus afluentes, além de fortalecer a qualidade do gerenciamento de resíduos sólidos urbanos e rurais. São muitos desafios e que envolvem desde a ampliação da equipe técnica da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMA), até a mudança de legislação e implantação de grandes projetos estruturantes. Por isso os recursos da Taxa são indispensáveis para o Destino Turístico”, afirma a secretária de Meio Ambiente, Ana Cristina Trevelin.

*Foto em destaque de Flávio André/MTur

  • Duda Menegassi

    Jornalista ambiental especializada em unidades de conservação, montanhismo e divulgação científica.

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