O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, deixou o comando do órgão na primeira semana de abril, encerrando uma gestão iniciada em 2023 e associada à tentativa de reconstrução da política ambiental federal após anos de enfraquecimento institucional.
A exoneração foi oficializada na edição extra do Diário Oficial da União publicada na quinta-feira (02) e ocorre dentro do prazo legal de desincompatibilização para servidores que pretendem disputar eleições. Agostinho é deputado federal pelo PSB de São Paulo.
Biólogo, advogado e deputado federal licenciado, Agostinho assumiu o Ibama no início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um contexto de recomposição das estruturas ambientais federais. Sua gestão foi marcada por esforços para retomar a capacidade operacional do órgão, especialmente nas áreas de fiscalização, combate a incêndios e controle do desmatamento. Além do aumento de fiscalização e multas, o que resultou na redução do desmatamento na Amazônia, o principal legado da gestão foi a recomposição do órgão via concurso público, com nomeação de 831 novos servidores. Segundo o Ibama, a ampliação do quadro ampliou a capacidade técnica e operacional do órgão.
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