Empalhador

De Vladimir Martins Mendes      Geógrafo e Análista AmbientalPrezado Sérgio,Meu nome é Vladimir Martins, conversamos outro dia na casa do Fred (BH -Geógrafo). Entrei no site, achei muito legal e li uma entrevista sobre um empalhador húngaro que montou um museu em Goiânia. Gostaria de falar que no Vale do Jaquitinhonha, na cidade onde nasci, Itaobim, tem o Museu do Canjira, que é um taxidermista que abriga em seu museu várias espécies do Cerrado Brasileiro. O museu não é tombado, e não recebe nenhum incentivo financeiro. O Sr. Canjira ou mestre Canjira como ele gosta de ser chamado vive de serviços no campo (venda de queijo, leite, remédios naturais, etc.), e o museu vive de doações de estudantes que passam lá para conhecer. Existe uma caxinha para doações em dinheiro. Para vc ter idéia da importância parece que alunos da USP já andaram fazendo algumas pesquisas por aquelas bandas.Mais informações façam contato comigo e por favor me cadastrem para eu receber noticias do "OECO".Saudações.

Por Redação ((o))eco
15 de setembro de 2004

Sílvia Pilz

De Olivia O'NeillAo Editor,Navegando pela internet, tive a sorte de me deparar com o site de vocês, e lí, a princípio como quem não quer nada, a crônica de Sílvia Pilz que me deixou bastante entusiasmada e reparei que podia ir mais adiante com as setinhas e comecei a ler as crônicas restantes com o maior interesse. São crônicas deliciosas, de uma pessoa inteligente, perspicaz, com um senso de humor aguçado e uma crítica bastante verdadeira, cáustica e profunda do ser humano. Foram momentos gostosos de uma leitura incrível que gostaria que vocês da revista passassem para ela ou que me dessem seu e-mail para que eu possa pessoalmente parabenizá-la.Espero que vocês possam manter o nível de qualidade da revista e aceitem meus parabéns.

Por Redação ((o))eco
14 de setembro de 2004

Pantanal

De Maria Tereza Jorge PáduaSenhor Editor,Maravilhosa a matéria de Marcos Sá Corrêa sobre o Pantanal e RPPNs da Ecotrópica. Que sortudo: ver e fotografar uma onça nadando. Um reparo: o Parque Nacional do Pantanal não foi estabelecido sem estudos e não pegou só terras debaixo da água, por ignorância. Os estudos da criação deste Parque Nacional foram feitos por professores da Universidade de Viçosa, sob a batuta do professor Griffth e por especialistas famosos como o Dr. José Manoel Carvalho de Vasconcelos, que teve cargos importantes na área ambiental, tanto no Brasil como em Portugal e até na Comunidade Econômica Européia. Destes estudos participaram também o Dr. Gary Wetterberg e quem escreve esta.A idéia sempre foi de se criar um Parque Nacional pegando todo o perfil do Pantanal, ou seja, terras mais altas, as mais inundáveis ou as mais baixas e a Serra do Amolar, na outra margem do rio. Assim, desde o começo se pretendeu englobar as fazendas Acurizal, Doroché, Penha e Boabaide. As negociações para a compra pelo IBDF da fazenda Acurizal feitas com o então proprietário, Horácio Coimbra, dono do Café Pelé, não progrediram e foi impossível à época comprar-se as demais. Felizmente a TNC comprou e doou para a Ecotrópica as fazendas acima mencionadas, com exceção da antiga Boabaide, que foram reconhecidas como Reservas Particulares do Patrimônio Natural. Esta iniciativa e luta da Ecotrópica resolveu o problema da efetividade do Parque Nacional em uma demonstração clara que o setor privado pode contribuir em muito com a conservação da biodiversidade e todos saímos ganhando.

Por Lorenzo Aldé
13 de setembro de 2004

Cães e gatos

De Paulo NogueiraPor isso prefiro os gatos, são independentes, não se vendem, retribuem afeto de maneira sutil.A jornalista Sílvia, que escreveu tão bem sobre cães, teria uma agradável surpresa se entrevistasse "gateiros", para poder escrever sobre eles.

Por Lorenzo Aldé
13 de setembro de 2004

Agradecimento

De Paulo Sergio E. de A. MoraesPrezados editores do O ECO,Venho por meio desta missiva agradecer aos Srs. pelos magníficos textos que estou tendo o privilégio de ler em vosso site, principalmente os produzidos pela Sra. Maria Tereza Jorge Pádua, que demonstra grande ciência em matéria de conhecimento de nossa terra e com a qualidade de não ser pedante. Gostaria de fazer uma sugestão: os Srs. poderiam articular com alguma emissora de rádio a realização de um programa sobre meio ambiente, que tal?

Por Redação ((o))eco
10 de setembro de 2004

Cães…

De Fabio SantosParabéns pela matéria, gostaria muito de ver a reação das pessoas donasde cães. Numa sociedade onde se fazem festas de aniversário para cachorros, com bolo, convidados de quatro patas e tudo que tem direito (acho que vou abrir uma empresa de animação de festas caninas) e na sua porta um ser humano passa

Por Redação ((o))eco
9 de setembro de 2004

Meio ambiente

De Eugênio Maria Tereza,Dói na alma o que você conta.Trabalho há 30 anos na recuperação de uma parcela pequeníssima do cerrado no DF, 70 ha. protegendo nascentes de água e controlando as águas da chuva com barramentos em forma de arcos romanos. Sei quanto é lenta a reconstituição do tecido orgânico depois de tantas funestas agressões.Enquanto se fala em meio ambiente nunca se chegará ao ambiente total. Vale o tracadilho.Obrigado pela avaliação. Lutar é preciso.Humanamente,

Por Redação ((o))eco
3 de setembro de 2004

Sacrifício sobre rodas

De Claudio CidAdorei sua reportagem sobre os jipes Defender, e aproveitando ogancho gostaria de sugerir-lhe que aborde sobre um assunto que atualmenteparece passar despercebido na pauta atual dos jornais e publicações dogênero. Diariamente assistimos aos ônibus do sistema de transporte coletivodespejarem verdadeiros blocos de fumaça sobre as ruas, e eu, assim como amaioria dos cidadãos que pagam imposto e têm a desagradável tarefa deanualmente levar seus carros à vistoria anual do Detran (que pelo menos aquino Rio de Janeiro é motivo de suplício) pergunta-se por que os coletivos nãopassam pelo controle de emissão de poluentes?!?!?!? Será que nós,proprietários de veículos de pequeno porte, é que somos os REAIS responsáveispela poluição? Ou o governo fecha os olhos (o que não seria fato novo...)às grandes empresas?

Por Redação ((o))eco
27 de agosto de 2004

Salvar baleias!

De Jordan Paulo WallauerVeterinário - IBAMA Li a matéria do Hélio Muniz sobre salvamento de baleias e gostaria de fazer um comentário. Há poucos anos uma baleia jubarte, meio envolvida em trapos de redes de pesca, encalhou na praia, no Estreito, entre a Ilha de Santa Catarina e o continente. Como técnico do IBAMA (sou Veterinário), fui chamado para avalar o que se podia fazer. Minha esposa, também técnica do Instituto, participou do resgate. Com ajuda de populares, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Ambiental, logramos, sem muito esforço, devolvê-la a águas mais profundas. No período em que parte do corpo do animal ficou fora d'água, mantivemos a mesma coberta por lençóis molhados. Tudo o que fizemos além disso foi mantê-la no local até que a maré subisse e a livramos das redes. Dois dias após a mesma baleia encalhou outra vez, na Praia de Jurerê, e outra vez fomos chamados, e mais uma vez populares, bombeiros e policiais ambientais participaram da operação sob nosso comando. Encontramos a baleia em águas muito rasas, com cerca de 1/2 corpo fora d'água. A maré estava baixando ainda mais. Constatamos que uma rede ainda enlaçava a nadadeira direita na parte imediatamente posterior à cauda. Enquanto cortávamos a rede, imediatamente começamos a cavar sob o mesmo, para evitar que o peso do corpo do animal (avaliamos em cerca de 9 toneladas) comprimisse os pulmões, de tal forma que em menos de duas horas conseguimos manter o cetáceo em uma espécie de piscina, com menos de 1/3 do corpo fora d'água, desta vez sem a necessidade de cobrí-la com lençóis, pois já se fazia noite. Enquanto esperávamos a maré subir e verificando que as ondas só empurrariam a baleia para a praia, buscamos peças de um pier flutuante que estava armazenado em uma marina, e com eles construímos duas balsas. Sobre essas balsas montamos uma estrutura improvisada, de madeira de construção (essas que apoiam lajes em processo de concretagem) de maneira a evitar que, uma vez postas em torno da baleia, e puxadas por um rebocador do corpo de bombeiros, não comprimissem o seu corpo. Postas as duas balsas, uma a cada lado do corpo do cetáceo, elaboramos uma espécie de cama, trançando mangueiras de incêndio por baixo do animal que foram amarradas nas balsas. O trabalho todo levou umas 10 horas, tempo em que nunca se deixou de tirar areia de baixo da jubarte, mesmo com a maré subindo. Com a maré alta, a estrutura toda, com a baleia em seu interior, foi puxada pelo rebocador, enquanto tentávamos remover areia à sua frente, formando um caminho, pouco mais profundo, por onde a passagem era facilitada. O animal só foi liberto a umas duas milhas da praia, tendo saído da estrutura nadando normalmente e, logo após, dando um mergulho profundo. Ou seja, tecnologia há para desencalhar baleias, conhecimento e técnicos o próprio IBAMA tem. Só não se entende por que, neste último caso ocorrido no Rio de Janeiro e em alguns casos anteriores acontecidos posteriormente ao trabalho acima relatado (e que, na época, teve ampla divulgação na mídia), jamais foram utilizados.

Por Redação ((o))eco
23 de agosto de 2004