Vídeos

Especialista faz panorama da conservação na América Latina

James Barborak viveu 20 anos na Costa Rica e conhece bem as políticas de conservação latino-americanas. Ele nos conta o que aprendeu.

Redação ((o))eco ·
1 de outubro de 2012 · 13 anos atrás

James Barborak é professor da Universidade do Colorado e um especialista em áreas protegidas. Ele viveu 20 anos na Costa Rica, um país que, conta, conseguiu a façanha de reflorestar metade do seu território em uma geração.

Barborak conhece bem a situação da conservação ambiental na América Latina. Segundo ele, o Brasil é líder quando se fala de mecanismos de compensação ambiental, em formação de cientistas, produção acadêmica e na constituição de áreas privadas de conservação. Na conservação privada, diz ele, o Chile também se destaca. As áreas privadas são importantes para estender a o sistema de áreas protegidas públicas. Por fim, disse que os argentinos são o povo da região que mais ama seus parques, têm a mais antiga política de áreas protegidas e forma os melhores guarda-parques.

Segundo Barborak, o ponto fraco do Brasil é a distância entre a população e as unidades de conservação. “Frequentá-las regularmente é um conceito ainda desconhecido no país”, afirmou. Especialmente nas UCs urbanas, defende que é importante a visitação das pessoas comuns. Ao contrário do que se pensa, o dinheiro que elas gastarão não pagará mais do que uma pequena fração do custo de manutenção dos parques e outras UCs. É assim até nos Estados Unidos, onde milhões visitam parques como Yosemite e Yellowstone. A grande vantagem do uso público é produzir educação ambiental e, especialmente nas crianças, forjar o amor pela natureza.

 

Leia também

Salada Verde
19 de janeiro de 2026

Após pressão da pesca de camarão, governo adia para 2027 entrada em vigor do PREPS

Criado há 20 anos, adesão ao Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite ainda sofre adiamentos

Salada Verde
19 de janeiro de 2026

Mais dois filhotes! Onça-pintada aparece com novas crias no Parque Nacional do Iguaçu

Onça Janaína, monitorada desde 2018 pelo Projeto Onças do Iguaçu, é flagrada por armadilhas fotográficas com dois novos filhotes e chega a um total de cinco em sete anos

Colunas
19 de janeiro de 2026

Quem paga a conta do clima?

Reprodução de discursos coloniais silenciam os impactos desiguais causados pela crise climática; Estudo do Grupo de Pesquisa Jornalismo Ambiental analisa discursos sobre justiça climática

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.