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E-cons III: Papagaio do Pantanal e araucárias em Curitiba

Neste vídeo, os empreendedores da conservação contam a importância de cuidar do chamado papagaio verdadeiro e de áreas verde urbanas.

Fabíola Ortiz · Marcio Isensee e Sá ·
21 de outubro de 2012 · 10 anos atrás

A defesa do papagaio no Pantanal e a conservação das araucárias em Curitiba são mais dois exemplos do programa Empreendedores da Conservação (E-cons) apoiado pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS).

Em entrevista a ((o))eco, Gláucia Seixas, da Fundação Neotrópica do Brasil em Bonito, no Mato Grosso do Sul, usa como símbolo a defesa do Papagaio verdadeiro para estimular a conservação do Pantanal.

“Queremos disseminar a ideia da importância de conservar esse bioma e lutar contra o tráfico de animais silvestres. Esta é a espécie de papagaio mais traficada na natureza. Se não cuidarmos, ela vai entrar na lista de ameaçados. Fazemos um trabalho preventivo”, explicou.

Apesar de estar presente em biomas do Cerrado e da Caatinga, é no Pantanal onde existe a maior densidade do Papagaio Verdadeiro. O projeto de proteção do papagaio é desenvolvido há 15 anos e envolve a mobilização da sociedade, a luta por políticas públicas e também pesquisa científica.

Já Terezinha Vareschi, da Associação dos Protetores de Matas Nativas de Curitiba, no Paraná, é exemplo de uma empreendedora da conservação de áreas naturais em ambientes urbanos.

Curitiba é tida como uma cidade verde, por ter ainda 18% de seu território de mata nativa. No entanto, a expansão imobiliária começou a ameaçar as florestas remanescentes de araucárias do bioma Mata Atlântica. Enquanto apenas 3% das áreas verdes na capital do Paraná são públicas, os outros 15% está nas mãos de proprietários particulares.

“Estes proprietários estão sendo muito assediados pelas grandes incorporadoras para venderem as suas áreas para construção de condomínios de luxo. Nos próximos 10 anos, se não fizermos nada, vamos ter uma grande perda de biodiversidade na cidade”, discutiu Vareschi.

Em 2006, a Prefeitura de Curitiba instituiu a lei de RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) do município, que oferece, em contrapartida, benefícios para o proprietário que preservar a sua área. Contudo, diz Vareschi,  a nova lei só levou a criação de 3 novas áreas de proteção, quando existe potencial para 800 áreas. “Começamos a nos unir e criamos um grupo de trabalho pela preservação da mata nativa de Curitiba. Cerca de 80% da população brasileira vive em áreas urbanas e não se tem política pública para a proteção de remanescentes florestais que ainda existem em vários lugares”, afirmou.

  • Fabíola Ortiz

    Jornalista e historiadora. Nascida no Rio, cobre temas de desenvolvimento sustentável. Radicada na Alemanha.

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