Notícias

Desesperança

No finzinho do século XX, preocupado com o esgotamento e o impacto ambiental de combustíveis fósseis, o governo da Dinamarca resolveu transformar uma pequena ilha na costa do país, Samsoe, numa espécie de modêlo para o uso em massa de energias alternativas. Criou pesados subsídios para que os habitantes da ilha instalassem em suas casas painéis solares e turbinas de vento e trocassem seus carros por veículos elétricos. A troca dos automóveis, nenhum dos 4 mil habitantes de Samsoe topou. A energia alternativa, só um terço deles quis. Mas agora que os subsídios do governo estão acabando, estão aposentando suas placas e turbinas e voltando a usar a boa e velha eletricidade gerada por carvão. Se na Dinamarca, onde a consciência ambiental é grande, é difícil a mudança, imagine nos Estados Unidos, afirma a reportagem do The Wall Street Journal. Imagine então, diriamos nós de O Eco, no Brasil. Segundo o Journal, na raiz do fracasso em Samsoe, estea o custo. Mesmo com os subsídios, ser um alternativo ainda sai caro demais.

Redação ((o))eco ·
9 de fevereiro de 2006 · 21 anos atrás

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Notícias
21 de setembro de 2026

Depois de 100 anos, ciência identifica nova espécie de felino na Bolívia

Animal batizado de “tilcayo” se assemelha a um gato-do-mato, mas prossegue rodeado de mistérios. É o primeiro felino descoberto desde o gato-do-pampa, em 1923

Análises
21 de setembro de 2026

Quem faz a coexistência entre pessoas e fauna silvestre acontecer?

Por que precisamos reconhecer, formar e apoiar gestores e gestoras de coexistência e entender seu papel na conservação de espécies em conflito com moradores

Análises
21 de setembro de 2026

Ariranhas em risco: como conciliar conservação e turismo de observação?

O Pantanal se consolida como destino mundial de observação de fauna, mas o crescimento do turismo ainda ocorre sem diretrizes e políticas claras

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.