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Governo lança mapa de ilhas de calor e libera R$ 19 milhões para arborização urbana

Medidas anunciadas pelo Ministério do Meio Ambiente buscam orientar políticas de adaptação climática nas cidades

Redação ((o))eco ·
8 de maio de 2026
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Em meio ao avanço das ondas de calor nas cidades brasileiras, o governo federal anunciou na última quinta-feira (7) um conjunto de medidas voltadas à adaptação climática urbana, com foco na redução dos impactos do calor extremo. O pacote inclui o lançamento de uma ferramenta para mapear ilhas de calor em áreas urbanas e a liberação de R$19 milhões para financiar projetos de arborização em municípios de médio porte.

Os anúncios foram realizados durante a abertura do 3º Encontro Nacional do Programa Cidades Verdes Resilientes (PCVR), promovido pelos Ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), das Cidades e da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI) e apoio de organizações da sociedade civil e parceiros internacionais. Nos últimos anos, cidades brasileiras têm registrado temperaturas recordes e maior frequência de ondas de calor, fenômeno intensificado pela combinação entre mudanças climáticas e urbanização desordenada. A falta de cobertura vegetal, a impermeabilização do solo e a concentração de concreto e asfalto ampliam a retenção de calor, sobretudo em áreas periféricas, onde a vulnerabilidade climática tende a ser maior.

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A principal medida é a criação do GEOCAU, plataforma vinculada ao Cadastro Ambiental Urbano que deve auxiliar estados e municípios na identificação de áreas mais vulneráveis ao aquecimento excessivo e na formulação de estratégias de adaptação baseadas em infraestrutura verde. Já os recursos serão destinados por meio do edital ArborizaCidades, voltado a municípios com população entre 20 mil e 750 mil habitantes, com apoio para elaboração de planos de arborização e execução de ações de plantio.

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou que há um compromisso de tratar a adaptação considerando as desigualdades sociais existentes, visto que as áreas mais arborizadas das cidades estão localizadas em regiões mais privilegiadas. “Promover adaptação envolve necessariamente o combate à pobreza, à desigualdade e ao racismo ambiental. É uma ação política, mais do que técnica. O que estamos fazendo é muito mais que plantar árvores, estamos salvando vidas, promovendo a inclusão social e a democracia”, afirmou.

Além das medidas, também foi lançada a “Coletânea Brasileira de Arborização Urbana”, que possui ao todo cinco volumes com estudos de 580 autores e colaboradores de cerca de 90 instituições de todo o Brasil. A obra contém informações sobre os impactos da arborização urbana sobre a biodiversidade, serviços ecossistêmicos e manejo, além de orientações para sua gestão, incluindo listas de espécies nativas recomendadas, para cada região do país.

*Com informações do Ministério do Meio Ambiente.

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