Notícia replicada pelo portal Celulose Online dá conta de que o Maranhão poderá “perder” uma fábrica de papel e celulose da Suzano para o estado do Tocantins. Aparentemente, o motivo não tem nenhum fundamento fiscal, mas sim ambiental. Acontece que o Maranhão está praticamente todo dentro da área da Amazônia Legal, onde só se pode desmatar 20% de cada propriedade. Enquanto que o Tocantins está no Cerrado, onde se pode desmatar exatamente o inverso, oito em cada dez hectares das propriedades rurais. Executivos da Suzano teriam procurado a governadora Roseana Sarney e comentado sobre um “prazo” de seis meses para resolver a questão. Os planos da empresa para o estado incluem investimentos de aproximadamente três bilhões de reais para implantar uma fábrica de papel e celulose, bem como os plantios de milhões de eucaliptos para seu funcionamento. Um dos “motivos” para o aporte seria a “infraestrutura estratégica” estadual, como as ferrovias Carajás e Norte-Sul.
Saiba mais:
Menos Cerrado, mais eucalipto
Cem milhões no Nordeste
Suzano no Piauí
Migrações e disputas estaduais
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Depois de 100 anos, ciência identifica nova espécie de felino na Bolívia
Animal batizado de “tilcayo” se assemelha a um gato-do-mato, mas prossegue rodeado de mistérios. É o primeiro felino descoberto desde o gato-do-pampa, em 1923 →
Quem faz a coexistência entre pessoas e fauna silvestre acontecer?
Por que precisamos reconhecer, formar e apoiar gestores e gestoras de coexistência e entender seu papel na conservação de espécies em conflito com moradores →
Ariranhas em risco: como conciliar conservação e turismo de observação?
O Pantanal se consolida como destino mundial de observação de fauna, mas o crescimento do turismo ainda ocorre sem diretrizes e políticas claras →
