Salada Verde

Guerra das reservas legais

Com índice de reserva legal inferior, Tocantins poderá "roubar" fábrica de papel e celulose do Maranhão, na Amazônia Legal.

Salada Verde ·
3 de fevereiro de 2010 · 17 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente

Notícia replicada pelo portal Celulose Online dá conta de que o Maranhão poderá “perder” uma fábrica de papel e celulose da Suzano para o estado do Tocantins. Aparentemente, o motivo não tem nenhum fundamento fiscal, mas sim ambiental. Acontece que o Maranhão está praticamente todo dentro da área da Amazônia Legal, onde só se pode desmatar 20% de cada propriedade. Enquanto que o Tocantins está no Cerrado, onde se pode desmatar exatamente o inverso, oito em cada dez hectares das propriedades rurais. Executivos da Suzano teriam procurado a governadora Roseana Sarney e comentado sobre um “prazo” de seis meses para resolver a questão. Os planos da empresa para o estado incluem investimentos de aproximadamente três bilhões de reais para implantar uma fábrica de papel e celulose, bem como os plantios de milhões de eucaliptos para seu funcionamento. Um dos “motivos” para o aporte seria a “infraestrutura estratégica” estadual, como as ferrovias Carajás e Norte-Sul.

Saiba mais:
Menos Cerrado, mais eucalipto
Cem milhões no Nordeste
Suzano no Piauí

Migrações e disputas estaduais

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Notícias
21 de setembro de 2026

Depois de 100 anos, ciência identifica nova espécie de felino na Bolívia

Animal batizado de “tilcayo” se assemelha a um gato-do-mato, mas prossegue rodeado de mistérios. É o primeiro felino descoberto desde o gato-do-pampa, em 1923

Análises
21 de setembro de 2026

Quem faz a coexistência entre pessoas e fauna silvestre acontecer?

Por que precisamos reconhecer, formar e apoiar gestores e gestoras de coexistência e entender seu papel na conservação de espécies em conflito com moradores

Análises
21 de setembro de 2026

Ariranhas em risco: como conciliar conservação e turismo de observação?

O Pantanal se consolida como destino mundial de observação de fauna, mas o crescimento do turismo ainda ocorre sem diretrizes e políticas claras

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.