Pesquisa feita por Horácio Ferreira Júlio Júnior, Claudenice Dei Tós, Ângelo Antonio Agostinho e Carla Simone Pavanelli, todos da Universidade Estadual de Maringá (PR), mostra que a construção da hidrelétrica de Itaipú, ao afogar a barreira representada pelas cataratas de Sete Quedas, resultou na invasão do curso superior do rio Paraná e de seus afluentes por 33 espécies de peixes antes desconhecidas naquela porção da bacia. Elas incluem duas espécies de raias, uma piranha e vários cascudos. Todas são sedentárias ou realizam migrações curtas, em contraste com os peixes de piracema, que dominavam a comunidade antes da construção da barragem. Os autores concluem que invasões massivas por espécies alóctones, amplamente ignoradas por estudos de impacto ambiental, é uma possibilidade real quando represas eliminam barreiras naturais. E aí vêm usinas no rio Madeira e Xingu, fora outros atentados à biodiversidade nacional.
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