
Todo biólogo marinho deve querer por as mãos no equipamento utilizado por empresas petroleiras para inspecionar plataformas e operações de perfuração. Submarinos com câmeras operados remotamente (ROVs), capazes de descer a milhares de metros de profundidade, são brinquedos muito mais acessíveis a uma grande petroleira do que à maioria das universidades. O Serpent Project nasceu exatamente da colaboração entre empresas como a Statoil, Chevron, Total e British Petroleum, seus prestadores de serviços e instituições de pesquisa como National Oceanography Centre, Southampton, Louisiana State University, University of Sydney e University of Wollongong. O objetivo é explorar áreas a grandes profundidades cuja biologia é praticamente desconhecida. A última façanha do projeto foi filmar o enigmático oarfish (foto) no Golfo do México. Uma galeria com outras criaturas documentadas pelo projeto, em locais como a Mauritânia e a Venezuela, pode ser vista aqui. Não seria incrível ver este tipo de pesquisa acontecendo no Brasil?
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