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Madeira nativa apreendida em MS

Maior apreensão no estado em 24 anos, 325 metros cúbicos de lenha, correspondentes a mais de 20 caminhões, não tinham Documento de Origem Florestal .

Redação ((o))eco ·
18 de abril de 2011 · 15 anos atrás
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Fábio Pellegrini

A Polícia Ambiental suspeita que  lenha seria utilizada em caldeiras de frigoríficos ou silos para secagem de grãos. (foto PMA-MS)
A Polícia Ambiental suspeita que lenha seria utilizada em caldeiras de frigoríficos ou silos para secagem de grãos. (foto PMA-MS)

Campo Grande (MS) –
A Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul (PMA-MS) apreendeu na semana passada a maior carga de lenha de lenha nativa sem Documento de Origem Florestal (DOF) já registrada ao longo dos 24 anos de existência da corporação. São 325 metros cúbicos de lenha, correspondentes a mais de 20 caminhões carregados. A apreensão aconteceu na Fazenda Novo Rumo, em uma empresa de armazéns localizada em Naviraí, no sudeste do estado.

Fundado em 1963 como fruto de um dos mais bem sucedidos projetos privados de colonização, a área urbana de Naviraí foi projetada de acordo com as mais avançadas normas de planejamento da época. Atualmente com 46 mil habitantes, o município vem sendo um dos mais promissores do Estado, devido à riqueza do solo, tem se firmado no setor agroindustrial por oferecer grande variedade de matérias-prima. Empresas e cooperativas de grande porte, dos setores de açúcar e álcool, algodão, soja, milho, fécula, alimentos, suplementos minerais, plástico, malhas e erva mate estão instaladas na área de 3.194.000 km2 do município.

A PMA-MS suspeita que lenha seria utilizada em caldeiras de frigoríficos ou silos para secagem de grãos. O proprietário da madeira ilegal foi autuado administrativamente, multado em R$ 195 mil e responderá por crime ambiental.

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