Análises

Verde Para Sempre até quando? VI

De Mauricio Mercadante Diretor de Áreas Protegidas Secretaria de Biodiversidade e Florestas Ministério do Meio AmbienteMarcos Sá Correa insiste na tese de que o Governo Lula e a Ministra Marina privilegiam as reservas extrativistas em detrimento das unidades de conservação de proteção integral (parques nacionais, reservas biológicas etc).O Marcos insiste em desconsiderar fatos já apresentados aqui mesmo em O Eco. O Governo Lula criou 19,86 milhões de hectares de novas unidades de conservação. Destes, 8,74 milhões, ou 44%, correspondem a unidades de conservação de proteção integral; 11,12 milhões, ou 56%, correspondem a unidades de conservação de uso sustentável (reservas extrativistas, florestas nacionais, áreas de proteção ambiental). Dos 11,12 milhões de ucs de uso sustentável, 4,87 milhões correspondem a reservas extrativistas (44% das ucs de uso sustentável ou 25% do total de ucs criadas).A título de comparação: Dos 19,41 milhões de hectares de ucs criadas pelo Governo FHC, 11,95 milhões (61%) foram de uso sustentável. Dos 9,39 milhões de hectares de ucs criadas pelo Governo Sarney, 6,16 milhões (66%) foram de uso sustentável. Ou seja, os Governos FHC e Sarney criaram, proporcionalmente, mais ucs de uso sustentável ou, seguindo o critério do Marcos Sá Correa, deram menos atenção às ucs de proteção integral, do que o Governo Lula.O Marcos pode ser contra as reservas extrativistas (de preferência apoiando sua oposição em argumentos consistentes, e não em argumentos falsos como o desmatamento na resex Verde para Sempre). E, em sendo contra, pode criticar a atenção dada pelo Governo Lula e pela Ministra Marina às reservas extrativistas. Mas não pode dizer que o Governo Lula ou a Ministra Marina, ao darem atenção às reservas extrativistas, o fizeram em detrimento das unidades de proteção integral.

Redação ((o))eco ·
23 de agosto de 2006 · 20 anos atrás

Leia também

Colunas
13 de fevereiro de 2026

Perigos explícitos e dissimulados da má política ambiental do Brasil

pressões corporativas frequentemente distorcem processos democráticos, transformando interesses privados em decisões públicas formalmente legitimadas

Notícias
13 de fevereiro de 2026

Transparência falha: 40% dos dados ambientais não estavam acessíveis em 2025

Das informações ambientais disponibilizadas, 38% estavam em formato inadequado e 62% desatualizadas, mostra estudo do Observatório do Código Florestal e ICV

Análises
13 de fevereiro de 2026

O Carnaval é termômetro para medir nossos avanços no enfrentamento da crise climática

Os impactos da crise climática já são um problema do presente. Medidas políticas eficazes de prevenção aos eventos climáticos extremos não podem ser improvisadas às vésperas das festividades

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.