Fotografia

A lente submersa de Laércio Horta e Eliana Fernandes

Há cinco anos, o engenheiro Laércio e a jornalista Eliana transformaram o fundo do mar em escritório e a fotografia-submarina em trabalho rentável.

Ricardo Gomes ·
21 de dezembro de 2005 · 20 anos atrás

Laércio Horta é engenheiro químico, pós-graduado em engenharia de segurança e meio ambiente. Eliana Fernandes é jornalista, mas se especializou mesmo em fotografia. Por mais de 15 anos foi fotógrafa e editora de fotografia do Serviço de Comunicação Institucional da Petrobras, de onde se desligou em janeiro de 1999. Laércio não demorou muito para seguir o mesmo caminho. Ele chefiava a Assessoria de Segurança e Meio Ambiente, na Área de Abastecimento da Petrobras, mas largou em agosto de 2000 para transformar em profissão seu hobby: fotografia submarina.

Juntos, Eliana e Laércio se tornaram uma dupla e tanto. Criaram a Azumarinho Oficina de Imagens Ltda, uma prestadora de serviços nas áreas de fotografia, programação visual, desenvolvimento e treinamento em foto-sub. Por fotografarem o fundo do mar desde a década de oitenta, possuem um dos maiores acervos fotográficos subaquáticos do Brasil. O banco de imagens com mais de 30 mil cromos contem foto dos principais pontos de mergulho do mundo. Prêmios, nacionais e internacionais, publicações em revistas, livros e exposições fazem parte de seus currículos há algum tempo.

Atualmente, estão viabilizando dois livros. Um, técnico, sobre fotografia submarina e outro intitulado “O Oitavo Continente”, que será um livro de luxo, com fotos e textos sobre as aventuras vividas por eles nas diversas viagens que já tiveram oportunidade de realizar. O por quê desse trabalho, exposto parcialmente aqui em O Eco, o casal mesmo explica: “São imagens que não apenas tocam o senso estético de quem aprecia a arte fotográfica, mas também o senso ético de quem deseja ver preservada a beleza natural. Essas são as vertentes que alimentam o nosso trabalho… gostaríamos de partilhar, com o maior número de pessoas, nossa visão desse mundo submerso, mesmo que por fotografia, principalmente com aquelas que não têm tido a oportunidade de estar lá..” Divirta-se.

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