Art Wolfe fotografa paisagens que por si só são de impressionar pela imponência e beleza. Mas para ele não basta. Faz questão de realçar suas imagens através da valorização de mais dois elementos que se tornaram marcos em suas obras: cores fortes e perspectiva. Utiliza-se do conhecimento artístico de berço e do que aprendeu no curso de artes da Universidade de Washington para mesclar com maestria tecnologia, sensibilidade e paixão por ambientes naturais.
O fotógrafo de Seattle começou registrando suas aventuras ao escalar montanhas. Foi convidado inclusive para subir o Kilimanjaro e o Monte Everest, sempre com a câmera em punho. E a partir daí deslanchou. Depois de lançar seu primeiro livro Indian baskets of the Northwest Coast, inaugurou uma série de outras publicações, calendários, capas de revista, exposições em museus até se estabelecer como um dos mais reconhecidos fotógrafos de natureza em atividade. Com 25 anos de estrada e 45 livros publicados, já fez mais de um milhão de imagens em todos os continentes, o que demanda cerca de dois mil filmes gastos por ano.
No ano 2000 recebeu o tão desejado prêmio Alfred Eisenstaedt Magazine Photography, depois de já ter faturado o Outstanding Nature Photographer of the Year, entregue pela Associação Americana de Fotografia da Natureza, em 1998. Sem contar o de fotógrafo do ano pela revista Photo Media, dois anos antes. Ele também se aventura em produções televisivas com filmes educativos, dirige um centro de fotografia digital e financia dezenas de organizações sócio-ambientais. Também em 1998 Wolfe conquistou o então inédito Prêmio Rachel Carson por seus trabalhos que reconhecidamente captam e interpretam um mundo natural em acelerado processo de desaparecimento. Para conferir parte do acervo do fotógrafo, basta clicar na seção Galeria de seu site oficial.
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