A prefeitura de Campo Grande (MS) acaba de firmar parceria com a organização WWF-Brasil para desenvolver a metodologia que mostrará qual é a “pegada ecológica” da cidade, isto é, os rastros deixados no planeta em razão dos hábitos de vida e consumo. Atualmente, o cálculo da pegada é feito de maneira individual, mas algumas cidades ao redor do mundo já vem tentando saber qual é sua contribuição coletiva no uso dos recursos naturais e conseqüência das atividades humanas para o planeta. Esta é a primeira vez que a experiência é desenvolvida em uma cidade brasileira.
Pela metodologia da WWF, a cidade de Campo Grande poderá saber qual o tamanho das áreas produtivas de terra e mar necessárias para produzir e sustentar o estilo de vida de seus cidadãos. A pegada é uma forma de traduzir, em hectares, a extensão de território que uma pessoa ou toda uma sociedade “utiliza”, em média, para sustentar suas formas de alimentação, moradia, locomoção, lazer, consumo entre outros. Os dados gerados são apenas estimativas, não um número exato.
Leia também
Perigos explícitos e dissimulados da má política ambiental do Brasil
pressões corporativas frequentemente distorcem processos democráticos, transformando interesses privados em decisões públicas formalmente legitimadas →
Transparência falha: 40% dos dados ambientais não estavam acessíveis em 2025
Das informações ambientais disponibilizadas, 38% estavam em formato inadequado e 62% desatualizadas, mostra estudo do Observatório do Código Florestal e ICV →
O Carnaval é termômetro para medir nossos avanços no enfrentamento da crise climática
Os impactos da crise climática já são um problema do presente. Medidas políticas eficazes de prevenção aos eventos climáticos extremos não podem ser improvisadas às vésperas das festividades →






