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Dando fim aos documentos

Queimar boletos bancários é prática comum para não se deixar expostas informações importantes, mas prática é ruim para meio ambiente.

Redação ((o))eco ·
10 de maio de 2010 · 16 anos atrás
Na família até existe um objeto próprio para queimar documentos. Hoje é usado para outros fins. (foto: Cristiane Prizibisczki)

Queimar lixo em casa ou arredores é crime ambiental previsto na lei federal 9605/98, que proíbe a geração de poluição de qualquer natureza. Além disso, vários estados e cidades possuem leis específicas sobre queima de lixo e podas de árvores, como é o caso do Distrito Federal. Em junho de 2009 o governo distrital aprovou a lei nº 4.239 que proíbe explicitamente a queima de “restos vegetais e lixo no território do DF”. A coleta de resíduos, seja a seletiva ou de lixo doméstico, deveria dar conta disso e as podas também são de responsabilidade do poder público municipal.

Mesmo assim, não é difícil encontrar gente, dentro e fora das cidades, burlando a legislação, na maioria das vezes por desconhecimento. Hoje mesmo vivenciei uma situação dessas. Uma pessoa próxima queria dar fim em pequenos papéis com dados pessoais e a solução encontrada foi colocar fogo. Queimar documentos – boletos bancários, correspondências e faturas, por exemplo- é, na verdade, uma prática comum em muitas famílias. Antigamente existiam até objetos feitos exclusivamente para isso.

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Difícil mudar hábitos seculares. Mas em tempos de aquecimento global não dá para negligenciar fatos como este, mesmo que aparentemente de pequeno impacto. A recomendação do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa da Relação de Consumo (Ibedec) é ainda guardar documentos por cinco anos – a lei que determina a emissão de recibo único com quitação anual, que entrou em vigor em 2010, só vale para concessionárias de serviços públicos, como água e luz. Depois desse período, é só picar o documento e jogar no lixo. “Se o documento estiver inutilizado não tem problema [jogar no lixo]”, diz Geraldo Tardim, presidente do Ibedec.

Mesmo assim a saída não é das melhores, já que continuamos contribuindo com a geração de resíduos sólidos – que nem sempre é reciclado – e pode ser que alguma informação pessoal ainda fique visível nos papéis picados. A solução que encontramos foi fazer uma reciclagem caseira dos documentos, batendo-os no liquidificador, seguindo depois o procedimento padrão, com balde de água e peneira. Enquanto não existe outra solução, essa continua sendo a melhor. (Cristiane Prizibisczki)

 

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