
O animal de hoje em ((o))eco é a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), protagonista de um dos mais tristes capítulos da história ambiental brasileira. Desde o ano 2000 que um exemplar da espécie não é visto na natureza. As duas ararinhas da foto, batizadas de Paul e Paula, nasceram no inicio de julho de 2011 no aviário da Associação para a Conservação dos Papagaios Ameaçados (ACTP, na sigla em inglês), em Berlim.
Como elas, hoje, as últimas ararinhas – cerca de 80 indivíduos – vivem em cativeiro. Entretanto, programas de conservação em criadouros têm aumentado a esperança de que a ave possa voltar, dentro de alguns anos, ao seu habitat, à Caatinga e às matas ciliares de afluentes temporários do rio São Francisco.
A ararinha-azul mede cerca de 60 centímetros, e pesa menos de de meio quilo. Tem uma plumagem em diversos tons de azul, com as asas e a cauda em tonalidades mais vivas que a barriga. Na natureza se alimentavam principalmente de sementes de pinhão-bravo e faveleira, e se reproduziam no período das chuvas, entre outubro e março. Foto: Patrick Pleu
Leia Também
Novas ararinhas-azuis no pedaço
Ararinha pode retornar ao Sertão
A duras penas
Aumenta a populacao de ararinhas-azuis nascidas em cativeiro
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Quatro jacutingas se preparam para reforçar população na natureza
As jacutingas, ameaçadas de extinção no país, nasceram no Parque das Aves, e passarão por um período de adaptação antes da soltura no interior de São Paulo →
Restauração não é custo, é estratégia de desenvolvimento do Brasil
Restaurar a vegetação nativa é um caminho para geração de emprego, renda, investimentos e competitividade para o Brasil, muito além dos benefícios ambientais →
STF suspende julgamento sobre limites do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro
Corte suspende julgamento sobre limites do Parque da Serra do Tabuleiro após placar apertado. Análise será retomada com colegiado completo →
