Notícias

Contando a população do ameaçado papagaio-de-cara-roxa

Censo vai contabilizar número de indivíduos da espécie A. brasiliensis nos litorais dos Estados do Paraná e São Paulo. Iniciativa é da SPVS.

Redação ((o))eco ·
24 de maio de 2013 · 13 anos atrás
Perda do habitat e caça são fatores de risco ao papagaio-de-cara-roxa (acima). Foto: Zig Koch/divulgação.
Perda do habitat e caça são fatores de risco ao papagaio-de-cara-roxa (acima). Foto: Zig Koch/divulgação.

A Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) vai colocar sua equipe em campo e contabilizar a população de papagaios-de-cara-roxa dos Estados do Paraná e de São Paulo. O Censo, realizado desde 2003, começa hoje (24) e termina no próximo domingo (26). Dessa vez, o litoral sul de São Paulo será incluído na contagem.

A ação de monitoramento da população do ameaçado papagaio faz parte do projeto de conservação da espécie, que existe desde 1998. A iniciativa também faz parte do Plano Nacional para a Conservação dos Papagaios da Mata Atlântica, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Durante o Censo, os dormitórios coletivos dos papagaios serão visitados. Em São Paulo, são cerca de oito locais em Cananéia, Ilha Comprida e Ilha do Cardoso. No Paraná, são sete, distribuídos por regiões como Ilha Rasa, Ilha do Pinheiro, Cotinga, Guaratuba, Ararapira e Ilha do Mel.

A ação é financiada pelo Funbio (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade) e Loroparque, que apoia projetos de conservação de papagaios no mundo inteiro.

Os papagaios-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) são endêmicos de uma estreita faixa que vai do litoral sul de São Paulo, atravessa a costa do Paraná e chega até o extremo norte do litoral de Santa Catarina.

A diminuição da cobertura de Mata Atlântica no litoral, além da captura para o comércio ilegal de animais silvestres, colocam a espécie ameaçada. Tanto na lista da IUCN quanto do ICMBio, a espécie é classificada como Vulnerável.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Notícias
3 de julho de 2026

Tuberculose mata três macacos no Cetas-RJ; centro está em quarentena

Confirmação da doença que levou a óbito macacos-pregos no Cetas de Seropédica leva Ibama a estender suspensão no recebimento de novos animais

Salada Verde
3 de julho de 2026

PL que retarda ação de órgãos ambientais por dois anos tem urgência aprovada

Proposta de deputado do PL prevê que órgãos ambientais aguardem dois anos para aplicar medidas como embargos e apreensões em propriedades de até 560 hectares

Salada Verde
3 de julho de 2026

Enchentes do Rio Grande do Sul fundamentam novo conceito para identificar áreas de risco

Chamada de Zona de Arraste, nova classificação nomearia fenômeno onde a força da natureza transforma uma inundação em um fenômeno de alta capacidade destrutiva

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.