Notícias

Praga amazônica

Se fossem planta, certamente seriam classificadas como praga, tal é a velocidade de sua expansão e o tamanho do mal que fazem ao meio ambiente. São as estradas piratas, um fenômeno antigo na Amazônia mas que na última década começaram a ser abertas em ritmo de Brasil Grande. Os empreiteiros são as madeireiras, cuja avidez por árvores na mata virgem não respeita nem as áreas legalmente protegidas. Só no centro-oeste do Pará há mais de 20 mil quilômetros de rodovias clandestinas – o equivalente a 2/3 da malha de estradas federais no país inteiro. O número foi apurado em 2001 pelo Imazon, de Belém do Pará, que está prestes a concluir novo estudo sobre o problema. Seus técnicos apostam que no centro-oeste do estado, vão contabilizar desta vez 50 mil quilômetros clandestinos.

Redação ((o))eco ·
22 de outubro de 2004 · 22 anos atrás

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Reportagens
21 de abril de 2026

A conservação mantém de pé a economia que o mar produz

Como uma natureza conservada sustenta milhares de empregos, renda e atividades produtivas no litoral brasileiro

Notícias
21 de abril de 2026

Estudo aponta que metas climáticas do Brasil dependem de direitos territoriais indígenas

Relatório do IPAM e do Ministério dos Povos Indígenas destaca protagonismo na proteção florestal, mas aponta barreiras no acesso direto ao financiamento climático

Reportagens
20 de abril de 2026

Fim da linha: último criadouro de macacos do Brasil é oficialmente esvaziado

Operação do Ibama resgata os macacos-prego remanescentes do empreendimento, que por décadas comercializou primatas. Fiscais registraram maus-tratos e irregularidades

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.