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Banquete à beira-mar

De Helio da Rocha PintoSilvia, o que está ocorrendo é que os ambulantes estão abusando um pouquinho nos seus preços. Já houve caso comigo de eu comprar refrigerantes em lata mais barato nos quiosques. Tá certo que tive que me deslocar até lá, mas a diferença de preço estava muito alta. Era só uns 10 metros de areia, e só. Penso que não é o caso de proibição, mas, como tudo neste país, o problema é de fiscalização, mesmo porque se sabe que muitos ambulantes são "terceirizados" dos donos de quiosques. Infelizmente é a nossa cultura de "levar vantagem" a qualquer custo e como for. Assim fica difícil defender a nobre classe dos ambulantes, que se não necessitassem, não estariam enfrentando sol escaldante e quilometros de areia nos fins de semana do nosso verão. Eu mesmo conheço um, aqui na praia do Recreio, que conseguiu (sic) "formar" a sua filha em um curso superior graças ao seu trabalho nas praias. Pensemos, pensemos...Abraços. Resposta da autora:Helio,Gostei muito da sua mensagem e concordo com você. Diante da situação que o país vive, diria que proibir os ambulantes de fazer da praia uma praça de alimentação é injusto. O mais honesto seria tentar conscientizar a população a recolher o lixo e não deixar rastros do piquenique na praia. Até porque, comer na areia tornou-se um hábito cultural, principalmente no Rio. Está aí o biscoito Globo que não me deixa mentir. Os ambulantes estão lutando por um espaço, mal ou bem, estão trabalhando sob o sol escaldante sem o desprazer de pagar impostos. Bato palmas para eles.Um abraçoSilvia

Redação ((o))eco ·
2 de novembro de 2005 · 20 anos atrás

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