Análises

Soja do bem II

De Maurício Galinkinv Prezado senhor Ronaldo,A partir da leitura atenta de sua correspondência, vejo que houve alguma dificuldade na percepção do que afirmei ao repórter de O Eco. Não sei se me expressei mal, se ele foi muito econômico ao inserir nossa conversa no texto ou se o senhor leu o texto já com alguma concepção prévia. Mas isso não importa.Perguntado pelo repórter se conhecia o projeto da CI no sudoeste goiano, disse a ele que sim, e que o considerava muito interessante mas, no meu entender, sendo uma ação que exige conversar e convencer fazendeiro por fazendeiro, tomaria um tempo enorme para ser replicada em todo Cerrado. Minha conclusão, para ele, foi que quando isso acontecesse o Cerrado já estaria acabado...A referida "visão de conjunto" era relativa a esse projeto, que no meu entender só focaliza o micro, ao trabalhar fazenda por fazenda. Em momento algum tratamos de outros projetos, e muito menos usei qualquer expressão "pejorativa", como o senhor afirma. Antes pelo contrário, ressaltei ao repórter que a CI é uma organização que merece respeito, onde tenho amigos (acho eu...). Sempre defendi a auto-determinação dos povos e, por similaridade, defendo a auto-determinação das organizações, cuja responsabilidade de condução e escolhas cabe às suas respectivas direções. Posso concordar ou discordar, mas sempre respeitei e respeito essa autonomia. Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Redação ((o))eco ·
16 de junho de 2006 · 20 anos atrás

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