Análises

Sem dinheiro e sem gente

De Mauricio MercadanteDiretor de Áreas Protegidas da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente “Assinar decretos [de criação de unidades de conservação] é, às vezes, fácil.” Esta frase, para perplexidade dos que militam na área ambiental, foi dita por nada mais nada menos do que Maria Tereza Jorge Pádua. Qualquer pessoa, sem exceção, poderia, no Brasil, ter dito esta frase. Menos Maria Tereza Jorge Pádua. Dita por qualquer pessoa, seria desculpável, por ignorância. Dito por Maria Tereza Jorge Pádua, é imperdoável. Criar unidades de conservação não é e nunca foi fácil. E Maria Tereza o sabe muito bem. Maria Tereza se orgulha, com razão, de ter comandado, em tempos idos, o processo de criação de 9 milhões de hectares de parques nacionais e reservas biológicas no País. Em livros e artigos descreveu a heróica luta de uma geração de ambientalistas, dentro e fora do governo, pela criação dessas unidades. Por causa dessa luta, foi premiada e celebrada, com justiça, aqui e no exterior. Seria de se esperar que o sucesso, o reconhecimento, a experiência, tivessem conduzido Maria Tereza a um nível mais elevado de sabedoria, equilíbrio e, por que não, de generosidade. Infelizmente, o conjunto dos artigos publicados em O Eco demonstram à larga que coerência e honestidade intelectual não estão entre os traços mais marcantes da personalidade de Maria Tereza.Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Redação ((o))eco ·
3 de agosto de 2006 · 20 anos atrás

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