De Marcelo Augusto Monteiro Ferraz, Analista Ambiental/IBAMA/DIREF/CGFLO/COFLO
Senhores, A princípio, pela sua redação clara e refinada, o artigo do Sr. Marc Dourojeanni sobre a criação do Instituto Chico Mendes parece convincente, mas o é apenas para os leigos e mal informados acerca do histórico da gestão ambiental na administração pública brasileira. Ao julgar ser ineficiente a atuação do IBAMA, o faz em um contexto isolado, sem apreciar as causas externas desta ineficiência, e o faz também segundo uma apreciação reducionista, generalizando o que seria esta ineficiência, ignorando que, nas suas diversas áreas, o IBAMA têm ilhas de excelência técnico-científica e profissional, nacional e internacionalmente reconhecidas. São inúmeras as causas exógenas desta dita ineficiência, a começar pela sistemática supressão de significativo quinhão do orçamento do IBAMA ao longo dos últimos anos, drenado para a realização de atividades de prioridade e efetividade um tanto questionáveis.O autor do artigo talvez sequer perceba que está propondo matar as vacas para erradicar os carrapatos.
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