De Carlos Stegemann
Cara Maria Tereza,
Uma ressalva em relação ao seu artigo ‘O Espetáculo das Baleias’: em hipótese alguma a presença desses animais passa despercebida na costa catarinense, notadamente em Flores. A empresa na qual trabalho, e que voluntariamente presta assessoria de imprensa ao Projeto Baleia Franca, recebe dezenas de ligações no período maio-setembro, registrando a observação destes mamíferos marinhos. Não há jornal, rádio, TV ou site que não publique, repetidamente, notícias sobre o show que os cetáceos, outrora impiedosamente caçados, oferecem aos freqüentadores das praias. Normalmente são esportistas – surfistas e kite surfistas – e pescadores que avisam os meios de comunicação, porque o clima frio desta época no sul não atrai banhistas. A pauta baleia franca é recorrente nas redações, felizmente. Sim, rádios – a CBN de Florianópolis o faz com assiduidade – informam, e ao vivo, os balneários onde elas estão. Quem pode, corre para ver. Além, é claro, do trabalho sistemático e eficiente do PBF, que fornece relatórios, fotos etc, que emplacam na mídia nacional. Concordo que falta uma política no estado e nos municípios costeiros, capaz de proporcionar ganhos com a ‘visita’ das baleias francas. Mas como o governador Luis Henrique da Silveira raramente deixa de mencionar as baleias nos discursos que tratam de turismo, há esperança de um projeto que estimule a observação e a proteção.
Um abraço, Carlos Stegemann
Caro Carlos
Muito obrigada pelos seus comentários. No entanto, lembro que mencionei que a presença das baleias francas passa quase despercebida na ilha de Santa Catarina, ou seja Florianópolis, e não no estado de Santa Catarina.
Um forte abraço
Maria Tereza Jorge Pádua
Leia também
Fundo Casa abre chamada de R$ 2,5 mi para apoiar projetos na Mata Atlântica
O edital nacional prevê financiamento de até 42 iniciativas comunitárias voltadas à restauração florestal, geração de renda e adaptação climática no bioma →
Exposição imersiva sobre crise climática chega ao Rio
Exposição gratuita do Coral Vivo reúne experiências sensoriais e conteúdos científicos para mostrar como a crise climática já afeta oceanos, ecossistemas e sociedade →
Albardão não é de nenhuma pessoa. É, finalmente, deles
O Parque Nacional representa mais do que uma vitória política, técnica ou institucional. Ele representa uma rara decisão civilizatória: a de dizer que o mundo não existe para ser usado →




