De Carlos Eduardo F. Young
Maravilha de reportagem. Parabéns.
Já circulei para toda minha equipe, e há uma grande vantagem quando o tema é tratado por jornalistas que entendem do assunto!
Eu sempre fui favorável ao projeto de concessões, por ser uma ferramenta para acabar com a bandalheira florestal (ao contrário, por exemplo, da maioria dos articulistas d’O Eco). Mas sempre admiti que ele pode desandar, e é preciso vigilância para evitar isso. Agora é que a onça vai beber água: se os condicionantes serão respeitados (e creio que serão) ou se foi um jogo de cena. Controle social é fundamental, e sua matéria colaborou muito nesse sentido. A pressão política contra será intensa, e não será dos ambientalistas, mas justamente dos “oportunistas” que agora terão outras empresas, de porte muito maior, contra o roubo de madeira. Para uma empresa concessionária, a extração ilegal de madeira representa um prejuízo financeiro, e por isso ela deverá investir na proteção dos lotes que recebeu, pois ela responderá juridicamente por eles, além da madeira que deixará de vender se for roubada.
Existe uma passagem na matéria que deixa muito claro a importância de que os talhões sejam amplos o suficiente para permitir a regeneração, o que leva à redução das madeireiras. Madeireiras maiores são mais fáceis de serem controladas, e é esse o ponto crucial do projeto, mas também a razão pela qual despertará sempre a ira das serrarias de lombo de caminhão. Mas como traz $$$ para a cidade, os prefeitos agora estão mudando de lado, apoiando o projeto. Ou seja, temos agora um contrapeso econômico ao desmatamento predatório, que pelo que descreveu, é o que sustenta (temporariamente) a economia local.
Vai vir esse blá blá blá de empresas “de fora”, como se os madeireiros não fossem também imigrantes em sua maioria.
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