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Brasil tem mais de 3,7 mil plantas ameaçadas de extinção

Lista atualizada pelo Ministério do Meio Ambiente alerta para aumento do grau de ameaça do pau-brasil e para possível extinção de duas plantas da Mata Atlântica

Duda Menegassi ·
30 de outubro de 2026
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O pau-brasil, árvore que dá nome ao país, é uma das espécies que integram a nova lista da flora ameaçada no Brasil. Ao todo, há 3.730 espécies listadas entre as categorias Vulnerável, Em Perigo e Criticamente Em Perigo de extinção, o grau mais alto de risco de que a planta desapareça da natureza. A lista completa, divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, foi publicada nesta quarta-feira (28), no Diário Oficial da União.

A atualização incluiu o aumento de categoria do próprio pau-brasil (Paubrasilia echinata), que saiu de Em Perigo para Criticamente Em Perigo de extinção.

A Mata Atlântica e o Cerrado apresentam as maiores proporções de espécies ameaçadas entre as avaliadas, com 38% e 35%, respectivamente. Na Amazônia, essa proporção é de 18%. Os percentuais se referem às espécies analisadas, e não à totalidade da flora de cada bioma.

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A avaliação traz plantas como as sempre-vivas (Paepalanthus sp.), típicas do Cerrado e dos campos rupestres. Ao todo, há 30 do gênero listadas, entre elas uma novata: a Paepalanthus rupestris, encontrada apenas nos campos rupestres do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, e classificada como Em Perigo de extinção.

A nova relação tem 521 espécies a mais que a última edição da lista, publicada em 2022. Foram incluídas 595 e retiradas 74. Entre as que saíram está a imbuia (Ocotea porosa). Já o aumento reflete a ampliação nos esforços de avaliação dos cientistas e não significa necessariamente que houve piora na situação das espécies incorporadas. 

A avaliação dos botânicos traz ainda um alerta sobre duas espécies da Mata Atlântica que podem estar extintas. A Symplocos rizzinii, árvore da Serra da Mantiqueira que não é documentada desde 1950. E a Plinia rogersiana, árvore que pertence ao gênero da jabuticaba, com ocorrência documentada historicamente apenas em São Paulo.

As avaliações foram coordenadas pelo Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora), do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), com a participação de 507 pesquisadores. O número de espécies avaliadas passou de 7.524, em 2022, para 9.420, um crescimento de aproximadamente 25%.

  • Duda Menegassi

    Jornalista ambiental especializada em unidades de conservação, montanhismo e divulgação científica. →

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