De Beto Mesquita, Instituto BioAtlânticaOi Marcos.Pois é, todas as vezes que me convidam para fazer alguma palestra sobre serviços ambientais da Mata Atlântica eu faço questão de lembrar que, durante o apagão de 2001, a opinião pública – alimentada pela imprensa – internalizou plenamente a sensação de que os grandes culpados eram “São Pedro” e “a burocracia e falta de planejamento e investimento governamental”, ignorando solene e soberbamente a questão da degradação ambiental das bacias hidrográficas.O estado deplorável da maior parte das bacias do país não foi apontado como um dos fatores – obrigatório e quiçá o de maior peso ponderativo – do apagão por nenhum dos grandes veículos de mídia. Aliás, pior, lembro-me muito bem da única vez que uma revista semanal abordou o tema “ambiental” dentro da sua cobertura sobre o apagão… Mas a matéria errava o foco e invertia o sinal: era sobre o quanto a legislação ambiental brasileira ATRAPALHAVA a construção e funcionamento das hidrelétricas…Ao que tudo indica, a história se repetirá.Parabéns, abraços.
Leia também
Pesquisa revela a importância das cavernas para serviços essenciais à vida no planeta
Desde uma fonte de energia renovável até local para produção de alimentos, ambientes subterrâneos prestam serviços ecossistêmicos fundamentais para a saúde do planeta e nosso bem-estar →
Inação do governo baiano segue afogando animais silvestres em polo do agronegócio
Canais vegetados e adutoras seriam alternativas para reduzir a matança, sobretudo das espécies em risco de extinção →
Rio adia votação de projeto que concede áreas verdes para a iniciativa privada
Projeto de autoria do vereador Pedro Duarte (PSD) pretende mudar a Lei Orgânica do Município; medida permite concessões por até 35 anos →



