De Junio Silva
Fernanda,
Uma alface também vira cadáver quando você a retira de seu ambiente para forrar o estômago. Talvez seja esta a premissa básica que os “vegans” se recusam a aceitar. Somos animais sim, seres heterotróficos, sempre viveremos da morte de outros seres vivos (apesar de que existem alguns casos de pessoas que acreditam na capacidade de seres humanos de realizarem a fotossintese, nesta situação, considero que não é caso de internação em ala psquiátrica, é falta de estudo mesmo) ou seja, que necessitam de se alimentar de outros seres vivos , ou parte deles.
È interessante notar também a conveniência de se citar o misticismo Indiano de preservar as vacas e se esquecer que os bois são comidos, bem como animais como a cabra, o bode e as galinhas. È também se esquecer que existem grupos sociais que realizam a caça como um ato de respeito ao animal que vai ser consumido. É se esquecer que em determinados períodos da história dos hominídeos, já dividimos carcaças de animais com leopardos. Basta você procurar em qualquer compêndio de antropologia social, que você encontrará tais exemplos. E só para encerrar, quem me garante que a substituição da proteína animal não vai causar um aumento da área de plantio, causando impacto ambiental igual ou maior em função do aumento da fronteira agrícola? São questões como esta que também devem ser avaliadas longe de fatos e factóides citados ao bel prazer. Sou grande apreciador dos carnívoros, do leão caçando a zebra na savana africana, do “sprint” do guepardo sobre a gazela, sendo que em nove vezes o coitado volta de barriga vazia. Sinceramente acho que o mundo ficaria menos belo sem tais imagens.
Leia também
Peixes do rio Doce continuavam contaminados quatro anos após desastre de Mariana
Análise abrangente realizada em 2019 detectou o acúmulo de 13 metais pesados e outras substâncias tóxicas, desaconselhando o consumo por riscos à saúde humana →
Maior cajueiro do mundo vira unidade de conservação no Rio Grande do Norte
O Monumento Natural Estadual Cajueiro de Pirangi garante a proteção da árvore gigante, ponto turístico da praia de Pirangi do Norte, em Parnamirim →
Ibama desmantela esquema de madeira ilegal no Pará e aplica mais de R$ 15 milhões em multas
Fiscalização em Altamira e Uruará identificou serrarias irregulares, descumprimento de embargos e indícios de extração em terras indígenas e áreas protegidas →




