De Junio Silva
Fernanda,
Uma alface também vira cadáver quando você a retira de seu ambiente para forrar o estômago. Talvez seja esta a premissa básica que os “vegans” se recusam a aceitar. Somos animais sim, seres heterotróficos, sempre viveremos da morte de outros seres vivos (apesar de que existem alguns casos de pessoas que acreditam na capacidade de seres humanos de realizarem a fotossintese, nesta situação, considero que não é caso de internação em ala psquiátrica, é falta de estudo mesmo) ou seja, que necessitam de se alimentar de outros seres vivos , ou parte deles.
È interessante notar também a conveniência de se citar o misticismo Indiano de preservar as vacas e se esquecer que os bois são comidos, bem como animais como a cabra, o bode e as galinhas. È também se esquecer que existem grupos sociais que realizam a caça como um ato de respeito ao animal que vai ser consumido. É se esquecer que em determinados períodos da história dos hominídeos, já dividimos carcaças de animais com leopardos. Basta você procurar em qualquer compêndio de antropologia social, que você encontrará tais exemplos. E só para encerrar, quem me garante que a substituição da proteína animal não vai causar um aumento da área de plantio, causando impacto ambiental igual ou maior em função do aumento da fronteira agrícola? São questões como esta que também devem ser avaliadas longe de fatos e factóides citados ao bel prazer. Sou grande apreciador dos carnívoros, do leão caçando a zebra na savana africana, do “sprint” do guepardo sobre a gazela, sendo que em nove vezes o coitado volta de barriga vazia. Sinceramente acho que o mundo ficaria menos belo sem tais imagens.
Leia também
Após mobilizações em Santarém, governo revoga decreto e suspende dragagens no Tapajós
Recuo do governo ocorre após semanas de pressão indígena contra obras de dragagem, com críticas à falta de consulta prévia e aos impactos sobre os rios e modos de vida na Amazônia →
Prioridade para os pequenos agricultores
Por que precisamos olhar para a maioria dos produtores rurais, com menos recursos técnicos, acesso a crédito e apoio social →
Vitória nas entrelinhas
Extinção de processos judiciais sobre retaludamento evidencia que pressão popular e ciência evitaram a demolição do morro do Portão do Inferno, no PN Chapada dos Guimarães →





