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Base naval de Saldanha, na África do Sul, tem área natural para treinamento. Seu manejo respeita princípios da conservação.

Pedro da Cunha e Menezes ·
6 de outubro de 2010 · 15 anos atrás

Junto ao Parque Nacional de West Coast, na terceira baía mais ampla da costa sul-africana, está a Base Naval de Saldanha, que abriga a Escola Naval da Marinha daquele país. Ali, a 140 quilômetros da Cidade do Cabo, são adestrados os novos suboficiais da Armada, fuzileiros navais e também grumetes e especialistas. Depois de Simonstown, na região suburbana do Cabo, Saldanha é o maior quartel das forças marítimas em todo o continente africano.

Segundo o comandante em chefe da Marinha da África do Sul, Vice-Almirante Johannes Mudimu, todos os anos, uma média 30 mil jovens se candidatam a uma das prestigiosas 500 vagas do curso de sargento-especialista. Durante dois anos, os aprovados são treinados em navegação, mergulho, desembarque, aviação e submarinismo entre outras matérias, algumas eletivas.

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Agora a Ministra da Defesa quer transformar a base em um centro nacional de serviço militar, que ela pretende transformar em obrigatório e universal e que servirá para treinar os jovens em vários ofícios civis. Entre esses ofícios desta- se o de guarda-parque e especialista em manejo de unidades de conservação.

Não deve ser tarefa difícil. A base naval mantém uma área natural de 900 hectares destinada ao treinamento da tropa. Seu manejo, contudo, respeita os princípios mais modernos de conservação. Há controle de exóticas, planos de combate a incêndio, reintrodução de espécies e um programa de visitação com cerca de 35 quilômetros bem sinalizados de trilhas com vários níveis de dificuldade.

Nos meses da primavera, uma visita à Reserva do SAS Saldanha deixa qualquer cidadão sul-africano orgulhoso de suas Forças Armadas. Não são os tanques, as casamatas, nem as lanchas de desembarque que sobressaem, mas sim os tapetes floridos sem fim que adornam o quintal da instituição bélica.

Difícil entender como alguém treinado em meio a tanta beleza pode sequer contemplar a idéia de um dia ter que fazer guerra

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