Notícias
1 de outubro de 2004

O planeta vai mal

"Não se pode dizer que a situação mundial seja satisfatória". O diagnóstico não é novidade, mas leva a assinatura de 26 dos mais renomados economistas do mundo. Eles se referem à questão ambiental. O meio ambiente é um dos sete tópicos do manifesto Agenda de Desenvolvimento de Barcelona, produzido semana passada numa tentativa de apontar caminhos para o desenvolvimento sustentável da Humanidade. Os economistas acusaram um quadro pra lá de crítico, com destaque para o aquecimento global, as trágicas epidemias que atingem sobretudo a África e a situação de pobreza extrema a que estão condenadas 1 bilhão de pessoas. A principal receita do manifesto para mudar a situação é, claro, econômica: os países ricos precisam mudar as regras dos acordos comerciais internacionais que dificultam o progresso das nações em desenvolvimento.

Por Lorenzo Aldé
1 de outubro de 2004
Análises
1 de outubro de 2004

Empalhar era conservar

De: Vinicius Nolasco de ToledoFundação Museu de Ornitologia Prezados Senhores, Em nome do Professor José Hidasi, da Fundação Museu de Ornitologia e de toda nossa equipe venho através desta parabenizá-los pela ótima reportagem "Empalhar era conservar", relizada pela Sra. Lisbeth Oliveira e publicada por toda equipe do Jornal O Eco.Congratulamos pelo ótimo trabalho que vêm desempenhando, abordando assuntos pertinentes e de suma importância para a preservação de nosso meio ambiente.Desejamos prosperidade e sucesso a todos.Cordialmente,

Por Lorenzo Aldé
1 de outubro de 2004
Notícias
1 de outubro de 2004

Desabite-se

Erguido em uma Área de Preservação Permanente (APP) pertencente à Marinha, o condomínio de luxo Retiro do Sol Nascente, em Bombinhas, Santa Canarina, terá que ser demolido. A decisão unânime, em segunda instância, foi tomada pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região. Além de derrubar as casas de alvenaria já edificadas, a construtora Antuérpia terá que recuperar toda a área degradada, composta por dunas e restinga. A Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (FATMA) também foi condenada a pagar pela irregularidade, "já que autorizou o empreendimento sem tomar as devidas precauções". A demolição deverá acontecer no prazo de 90 dias, a partir do trânsito em julgado da sentença, sob pena de multa diária de mil reais.

Por Lorenzo Aldé
1 de outubro de 2004
Análises
29 de setembro de 2004

O Blefe – sugestão de correção

De Germano Woehl Jr.www.ra-bugio.org.br Pelo jeito os empreendedores compraram as mudinhas de árvores do viveiro errado. Essa não é única agressão contra a Mata Atlântica em SC, e nem a mais grave dos últimos meses, em termos de área destruída de ecossistemas em bom estado de conservação. Mas não é isso que eu quero comentar em seu artigo.Gostaria de sugerir a correção de dois equívocos:1) Na parte onde é mencionado que os empreendedores vão plantar outra floresta, você escreveu que a floresta resultante ficará QUASE IGUAL. Isso não é verdade, de acordo com a ciência e inúmeros exemplos. Na melhor das hipóteses a plantação de araucária ficará MUITO DIFERENTE do ecossistema destruído. Passar essa idéia (errada) para a sociedade acaba justificando a destruição dos 0,alguma coisa% que restam da floresta de araucária (se fica "quase igual", qual é o problema em destruir? A gente planta outra!). Isso é péssimo para justificar a conservação do que resta de nossos ecossistemas, pois a população já confunde os ecossistemas como uma mera plantação de árvores ou de alfaces.2) "...truta, sinal de que ainda está bastante limpo". Se ali tem truta, significa que o rico ecossistema do rio já ERA, há muito tempo. A criação de trutas é altamente nociva ao frágil ecossistema dos rios e riachos. É assustador que os órgãos ambientais não apliquem a legislação para esta atividade mundana. Só de hormônios são aplicados 5 tipos diferentes e mais uma dezena de potentes antibióticos. Esse coquetel todo vai rio abaixo, trazendo conseqüências imprevisíveis aos organismos, aquáticos ou não, e muitas vezes esta água é servida à população. Isso não é nada, comparado ao fato que, infelizmente, não existe um hormônio capaz de diminuir o apetite voraz das trutas pelos girinos dos nossos anfíbios e de outros organismos, como peixes (nativos!) e crustáceos.Num rio como aquele, deveria ser utilizado para reprodução por, pelo menos, 15 espécies de anfíbios, sendo que três delas com vida permanente ao longo do seu leito - e, neste caso, até rãzinhas jovens e adultas servem de ração para as trutas. Portanto, truta não é de jeito nenhum indicador de qualidade de água, mas sim indicador de uma sociedade egoísta, cruel e impiedosa, que pouco se importa com o direito à vida de todos os organismos.No primeiro caso, o fato de colocar "alguns séculos" já causa um certo impacto. Mas você deve concordar que daqui há alguns séculos é o prazo para comprovarmos asprevisões catastróficas da ciência: o colapso de um ecossistema que fora desequilibrado no passado (hoje). Aliás, vi recentemente exemplos de florestas plantadas há 30 anos: colapsaram. Estas florestas estavam bem isoladas de qualquer fragmento. O experimento comprovou que só se recuperaram as áreas próximas a fragmentos, ou seja, a recuperação só funciona quando é feita pelos bichos - e pelo vento, em alguns casos (não ficou evidente se a "ajuda" do homem foi realmente necessária).Quanto às trutas, o problema é que a maioria da população, especialmente no sul, não sabe dessas exigências; tampouco sabe das exigências dos girinos de algumas espécies de anfíbios. Então, é compreensível o fato de você ter usado esse exemplo.

Por Lorenzo Aldé
29 de setembro de 2004
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27 de setembro de 2004

Barra Grande

De Ciro Fernando SiqueiraCaro Marcos,Li o teu artigo sobre a Hidrelétrica de Barra Grande. Tu mostras com maestria, como bom jornalista que és, uma versão do fato. Faz um desafio a você mesmo: tenta escrever um outro artigo, com o mesmo número de palavras, tentando mostrar o outro lado. Tenho quase certeza que tu vais começar a ver a questão (das hidroelétricas) de uma outra forma.Abraço

Por Lorenzo Aldé
27 de setembro de 2004
Notícias
27 de setembro de 2004

Prêmio Ford

Atenção responsáveis por projetos na área ambiental: encerra-se na sexta-feira, 1° de outubro, o prazo para inscrição na 9ª edição do Prêmio Ford Motor Company de Conservação Ambiental. Podem concorrer projetos desenvolvidos por ONGs, universidades e instituições de pesquisa, órgãos e agências governamentais, empresas privadas e indivíduos. São cinco categorias: Conquista Individual, Negócios em Conservação, Ciência e Formação de Recursos Humanos, Iniciativa do Ano em Conservação e Educação Ambiental. O vencedor de cada categoria recebe 20 mil reais e tem seu projeto divulgado pela Ford e pela Conservação Internacional (CI-Brasil), parceria na organização do Prêmio. O regulamento e os formulários de inscrição estão no site da CI-Brasil.

Por Lorenzo Aldé
27 de setembro de 2004
Reportagens
23 de setembro de 2004

Fiscal e infrator

Com as carteiras vencidas, fiscais do Ibama trabalham irregulares. Na Serra da Bocaina, eles agüentaram a situação por um ano. Mas agora, ameaçam parar.

Por Lorenzo Aldé
23 de setembro de 2004
Reportagens
17 de setembro de 2004

Procurando francas

Noventa e uma baleias francas foram registradas no primeiro vôo de monitoramento da espécie entre o Sul e o Sudeste. Nenhuma na costa do Rio de Janeiro.

Por Lorenzo Aldé
17 de setembro de 2004
Notícias
16 de setembro de 2004

Lá vem a MP…

Nesta quinta-feira, 16 de setembro, foi adiada a votação da Lei de Biossegurança. A lei só deve voltar ao plenário do Senado depois das eleições. Como é tempo de plantio, os agricultores do Rio Grande do Sul dependem agora de uma nova Medida Provisória autorizando o cultivo de transgênicos no país. Repete-se a situação de 2003, quando Lula baixou uma MP liberando o plantio e a comercialização daquela safra. Na época, a decisão desagradou à área ambiental do Governo, mas o presidente assegurou que não usaria o mesmo expediente em 2004. Certamente confiava que, em um ano, a nova legislação para o setor fosse aprovada. Nos próximos dias, veremos de novo a queda-de-braço entre os Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente. O vencedor já é esperado. E de MP em MP, a soja transgênica vai se consolidando no país...

Por Lorenzo Aldé
16 de setembro de 2004
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15 de setembro de 2004

Rio São Francisco

De Rodrigo NerySou leitor eventual do site e gostaria de ler um artigo, entrevista ou reportagem sobre o projeto de transposição de águas do Rio São Francisco (não me lembro de ter lido sobre isso no site, corrijam-me se estiver errado). Lula voltou a falar desse assunto hoje, com sua habitual falta de argumentos, com comentários do tipo "quem é contra esse projeto não bebeu água suja, como eu, quando era criança". Quer dizer, quem mora na bacia do São Francisco pode beber? Este rio não está seriamente ameaçado pelo assoreamento provocado pelo desmatamento de suas margens para a pecuária? O semi-árido não é, em grande parte, uma paisagem antropomorfizada, criada pelo desmatamento não apenas do interior, mas também do litoral? Sendo assim, não seria mais inteligente reflorestar as margens do rio São Francisco, o litoral do Nordeste e o próprio semi-árido, na medida do possível? Se puderem me esclarecer estas dúvidas, obrigado. De resto, parabéns pelo excelente site. Só falta usar mais fotografias, para ficar perfeito.

Por Lorenzo Aldé
15 de setembro de 2004