Notícias
23 de março de 2006

Bem vestidas

Praticar esportes é permitido às somalianas refugiadas no Quênia. Desde que nenhuma parte de seu corpo esteja à mostra, como determina a religião...

Por Redação ((o))eco
23 de março de 2006
Fotografia
23 de março de 2006

O Beija-Flor

Bonito e briguento, o Tesoura-da-fronte-violeta (Thalurania glaucopis) foi fotografado por Marcos Sá Corrêa no Parque Nacional do Itatiaia com...

23 de março de 2006
Análises
23 de março de 2006

Itatiaia: com a palavra os juristas

De Daniel Di Giorgi ToffoliGeógrafo e Analista Ambiental do IBAMA Com relação à matéria entitulada Itatiaia: com a palavra os juristas. Ouso discordar em algumas partes da matéria. 1) Como não é obrigação legal se é um princípio claramente estabelecido pelo SNUC? 2) Por acaso um princípio prescrito em lei é para não ser cumprido? 3) Será apenas desejo do IBAMA seguir um princípio que rege as unidades de conservação no Brasil? 4) Como regulamentar o uso de propriedades privadas em parques nacionais se as mesmas têm cercas que impedem a passagem de fauna, iluminação noturna, construções irregulares, parcelamentos irregulares (alguns casos), privatização de atrativos, etc, etc. A regulamentação que se propõe é baseado no decreto de parque nacional e/ou SNUC, ou pretende-se incluir no termo de compromisso de populações tradicionais? Ou até seguir o "conceito" de hotel-parque que o Dep. Est. Carlos Minc propõe?Para completar o comentário do ilustre Paulo Bessa. Atualmente o que está sendo feito é um levantamento fundiário e não simplesmente compra de terras. Por fim, apenas um comentário. Por décadas a comunidade ambientalista brasileira usou como exemplo de má eficiência e gestão o fato do primeiro parque nacional do Brasil continuar tendo problemas fundiários que de fato atrapalhariam a gestão do mesmo e principalmente a conservação da biodiversidade existente. Mas me parece que quando o instituto resolve retomar a questão, ela já não é tão importante assim... O que me causa surpresa nas matérias veiculadas sobre Itatiaia (principalmente as do O Globo) é que a questão ambiental e pública é sobreposta pela questão de interesse privado.

Por Redação ((o))eco
23 de março de 2006
Notícias
23 de março de 2006

Abraçando o mundo

Semana passada o Ibama criou mais uma diretoria, a de desenvolvimento sócio-ambiental. Agora, além de se descabelar para conseguir preservar os recursos naturais renováveis, o instituto quer abraçar mais uma atribuição: cuidar do bicho homem.

Por Redação ((o))eco
23 de março de 2006
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23 de março de 2006

Ibama nas eleições

O Ibama está produzindo uma leva de gerentes-executivos ligados ao PT que querem se lançar às próximas eleições. Já manifestaram interesse de se tornarem parlamentares os representantes das gerências do Paraná, Espírito Santo, Rondônia, Marabá (PA) e do Rio Grande do Sul, que quer ser candidato, mas ainda não tomou a decisão publicamente.

Por Redação ((o))eco
23 de março de 2006
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23 de março de 2006

Parceria com a Aeronáutica

O gerente regional do Ibama de Sinop (MT), José Geraldo Araújo, está reunido com militares na Serra do Cachimbo para discutir com a Aeronáutica criação de uma base avançada de combate o desmatamento no sul do Pará. A idéia é acirrar, na BR-163, a fiscalização no transporte de madeira retirada da região de Novo Progresso (PA), processada no norte de Mato Grosso.

Por Redação ((o))eco
23 de março de 2006
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22 de março de 2006

Nordeste vulnerável

O Nordeste seria a região social e fisicamente mais vulnerável do Brasil a mudanças climáticas. Esta é a conclusão de pesquisa coordenada pelo epidemiologista Ulisses Confalonieri, da Fiocruz, que desenvolveu três indicadores de vulnerabilidade: socioeconômica, epidemiológica e climatológica. Combinados, esses três índices dão uma medida de vulnerabilidade geral: o IVG. A combinação de pobreza, exposição a moléstias e quadro climático já desfavorável reduz a capacidade da região de suportar os efeitos do aquecimento global. A matéria está na edição de março da revista Pesquisa, publicada pela Fapesp, que também inspirou as três notas abaixo.

Por Redação ((o))eco
22 de março de 2006
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22 de março de 2006

Variações da Mata Atlântica

Nos últimos 100 mil anos, a Mata Atlântica expandiu-se oito vezes e se retraiu duas vezes, em resposta à mudança climática. Ela diminuiu radicalmente, nos períodos mais frios e secos. No período glacial de 85.000 a 12.000 anos atrás, ela se retraiu tanto, que virou um campo de vegetação aberta e baixa, incapaz de sustentar árvores mais altas por causa dos ventos fortes. Nos períodos de clima mais ameno ela se recompunha. Nos últimos 12.000 anos ela se expandiu, recompondo a mata fechada, densa e rica em espécies. Esses ciclos da mata atlântica foram revelados pelo exame arqueológico de pólens encontrados em uma cratera na cidade de São Paulo, formada presumivelmente pelo choque de um meteoro. Essa bioarqueologia na cratera de Colônica, no bairro de Parelheiros, ao sul da cidade, foi conduzida por uma equipe de pesquisadores do Brasil e da França e publicada na revista Quarternary Research e foi coordenado pela paleobotânica Marie-Pierre Ledru, do IDR francês, professora visitante do Instituto de Geociências da USP.

Por Redação ((o))eco
22 de março de 2006
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22 de março de 2006

HIV mutante

A epidemia de Aids está se tornando geneticamente muito complexa, diz o virologista Ricardo Sobhie Diza, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em trabalho que publicou na revista Aids Research and Human Retroviruses. Essa afirmação se deve ao fato de ele ter identificado dois recombinantes (mutações) do HIV, um deles com potencial epidemiológico. O risco é que, se esse recombinante se espalhar, ele torne ineficaz os tratamentos hoje em uso.

Por Redação ((o))eco
22 de março de 2006
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22 de março de 2006

Mentolado transgênico

O tabaco transgênico, desenvolvido com genes de eucalipto, que o farão crescer e atingir a fase reprodutiva em seis meses (em vez de 12, como é agora), está para ser colhido no laboratório do agrônomo Ivan de Godoy maia, em Botucatu, interior de São Paulo.

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22 de março de 2006
Análises
22 de março de 2006

Quem dá mais por Itatiaia? VII

De Antônio LeãoGuia e montanhista de Resende/RJA Portaria nº 62, de 20 de março de 2000, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), criou uma cobrança, no valor de R$ 12,00, pelo uso das trilhas situadas em unidades de conservação. Durante anos, ignoramos a existência desta taxação das trilhas, mas, recentemente, decidiram executar a cobrança, que teve início em janeiro de 2006. Segundo um acordo obtido em Brasília pelo diretor do PNI, a portaria só será aplicada no Planalto do Itatiaia e a cobrança não será acumulada com o atual ingresso de R$ 3,00. Na prática, para visitarmos as Agulhas Negras, por exemplo, o valor pago na portaria passou para R$ 12,00, o que representa um aumento de 400%. A taxação das trilhas não vai conseguir diminuir a visitação - vai apenas prejudicar o visitante local e mais assíduo. Esta medida se constitui, na prática, em uma forma de selecionar os visitantes pela faixa de renda, o que consideramos uma visão elitista e inaceitável. Algumas pessoas podem achar que doze reais custa pouco, mas nós temos que pensar na maioria dos brasileiros que possui renda baixa e que tem o direito de visitar as montanhas do Itatiaia. É preciso lembrar também que não existe ligação comprovada entre renda alta e consciência ambiental. Muitos turistas oriundos de classes sociais privilegiadas, inclusive estrangeiros, jogam guimbas de cigarro no chão ou andam de carro em alta velocidade na parte baixa do Parque. Quando alguém os repreende, eles explodem em patéticos acessos de fúria, gritam que são autoridades, etc. Durante quatro anos conduzi adolescentes, oriundos de famílias de baixa renda, pelas trilhas do Itatiaia e entorno. Entre quase duzentos alunos, só me lembro de dois ou três que demonstraram alguma falta de respeito pela natureza. Ao conhecer o Parque, os jovens tendem a se preocupar mais com o meio ambiente. Aqueles turistas de São Paulo, que incendiaram o planalto em 2001, pagariam estes doze reais com facilidade. Os meus alunos de Resende não.Clique para ler esta carta na integra

Por Redação ((o))eco
22 de março de 2006