A expulsão do paraíso, segundo Audubon

De Leila Ferreira dos Santos Esse nosso modelo moderno de viver é tão egocentrista e tão profundamente devastador, que dói tanto saber que podemos fazer tão pouco para salvaguardar o que resta.Sabe Marcos...me entristeceu tanto ler seu artigo... e hoje é domingo, e a manhã está tão linda.

Por Redação ((o))eco
7 de agosto de 2006

Defesa

De Mauricio MercadanteDiretor de Áreas Protegidas Secretaria de Biodiversidade e Florestas Ministério do Meio AmbienteOs editores de O Eco acabam de dar uma demonstração cabal de absoluta falta de ética. Me "sacanearam legal", com perdão da expressão. Lamento a minha ingenuidade. Os editores de O Eco publicaram no site uma carta que eu havia encaminhado em caráter privado, como é óbvio. Não é a primeira carta que escrevo para os editores fazendo reclamação e nenhuma das anteriores foi publicada. Não satisfeitos em publicar a carta, tentam, na chamada, me mostrar como um sujeito arrogante, metido, pedante. Alguns meses atrás, os editores me disseram que a política de O Eco é publicar as respostas do governo aos artigos publicados no site com o mesmo destaque dado aos últimos. Não foi o que fizeram em relação à minha última carta, que não foi escrita em meu nome, foi escrita em nome do Ministério do Meio Ambiente. Se eu a tivesse escrito em meu nome, minha carta seria a de um leitor comum. Foi nesse sentido que usei a expressão, e não para sugerir que sou melhor do que quem quer que seja. Não exijo ser chamado de diretor. Sugeri sim que me chamar de funcionário, em lugar de diretor, foi uma forma de tentar diminuir a importância da resposta. Mas, tudo bem. Mesmo tendo sido golpeado abaixo da linha da cintura, valeu a pena. Serviu, por um lado, para darem o devido destaque ao artigo (e, nesse sentido, O Eco cumpre, ainda que tardiamente, sua palavra) e, por outro, denuncia, para quem quiser ver, o baixo nível ético dos editores do site. Qualquer semelhança com a conduta do Marcos Sá Corrêa no artigo, por exemplo, em que ele calunia a Fundação Vitória Amazônica, não é mera coincidência.

Por Redação ((o))eco
7 de agosto de 2006

É fogo…

De Wilson Guimarães Cavalcanti São José dos Campos, SP Caro Manoel Francisco: A nova matéria da Andreia Fanzeres sobre incêndios florestais está muito boa, diria, “no ponto”! Parabéns! Um ano depois, vemos com tristeza que continuamos na estaca zero quanto ao combate a incêndios florestais no Brasil e o depoimento que a Andreia colheu do chefe do Centro Nacional de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais do Ibama (Prevfogo), Heloísio Figueiredo, dá bem uma idéia de como o nosso barco está à deriva nesse mar de omissões. Faço minhas as declarações do Cmt. Eustáquio Pereira: para se combater incêndios florestais precisa-se de uma estrutura que é cara! Mas quanto valem as florestas que perdemos a cada ano? Quanto vale a fauna que se perde nesses incêndios? Quanto custam as recuperações das áreas degradadas pelo fogo? Quanto custam os impactos ambientais que os incêndios provocam? Precisamos sair do discurso e passar às ações. E, para isso, é preciso que o MMA se mova, cumpra com o seu papel! Sem dúvida, o trabalho de O Eco, não deixando o assunto ser esquecido, será sempre de valor inestimável para tentar fazer a nossa burocracia estatal sair desse imoblismo e, afinal, cumprir com sua obrigação! Cordialmente,

Por Redação ((o))eco
7 de agosto de 2006

A ilusão do paraíso

Família que foi há 22 anos para o interior em busca de natureza preservada, paz e tranquilidade vê as mazelas da cidade grande chegarem cada vez mais perto dela.

Por Liana Olivier
4 de agosto de 2006

“Solicito destaque devido à resposta do MMA”

De Mauricio MercadanteDiretor de Áreas Protegidas da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente Prezado Editor, Nas últimas semanas enviei três cartas para publicação em O Eco. Todas elas respostas a artigos publicados por colunistas do site. A primeira recebeu o devido destaque, fazendo-se referência ao artigo original, ao seu autor, e ao autor da resposta. Caixa postal Legislar não é brincadeira Lei referente a unidades de conservação vira tema de debate entre o colunista Marc Dourojeanni e diretor de Áreas Protegidas do Ministério do Meio Ambiente. A segunda recebeu o destaque devido, novamente fazendo-se referência ao autor da carta e à autora do artigo que motivou a resposta, embora eu tenha sido rebaixado de diretor para funcionário do Ministério do Meio Ambiente. Até aí, tudo bem.Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Por Redação ((o))eco
4 de agosto de 2006

Sem dinheiro e sem gente

De Mauricio MercadanteDiretor de Áreas Protegidas da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente “Assinar decretos [de criação de unidades de conservação] é, às vezes, fácil.” Esta frase, para perplexidade dos que militam na área ambiental, foi dita por nada mais nada menos do que Maria Tereza Jorge Pádua. Qualquer pessoa, sem exceção, poderia, no Brasil, ter dito esta frase. Menos Maria Tereza Jorge Pádua. Dita por qualquer pessoa, seria desculpável, por ignorância. Dito por Maria Tereza Jorge Pádua, é imperdoável. Criar unidades de conservação não é e nunca foi fácil. E Maria Tereza o sabe muito bem. Maria Tereza se orgulha, com razão, de ter comandado, em tempos idos, o processo de criação de 9 milhões de hectares de parques nacionais e reservas biológicas no País. Em livros e artigos descreveu a heróica luta de uma geração de ambientalistas, dentro e fora do governo, pela criação dessas unidades. Por causa dessa luta, foi premiada e celebrada, com justiça, aqui e no exterior. Seria de se esperar que o sucesso, o reconhecimento, a experiência, tivessem conduzido Maria Tereza a um nível mais elevado de sabedoria, equilíbrio e, por que não, de generosidade. Infelizmente, o conjunto dos artigos publicados em O Eco demonstram à larga que coerência e honestidade intelectual não estão entre os traços mais marcantes da personalidade de Maria Tereza.Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Por Redação ((o))eco
3 de agosto de 2006

Os esquentados

De Paulo Moutinho Coordenador de Pesquisa - IPAM/Sucursal BrasíliaPrezado Sérgio Ótima matéria - “Os esquentados” – publicada em O Eco. São análises, digamos, históricas como esta que trazem a tona os meandros das negociações sobre o clima mundial e coloca em perspectiva as decisões brasileiras (nem sempre acertadas) neste meio. [Vários de nossos] trabalhos relatam a necessidade urgente de se incluir na conta do clima a questão dos desmatamentos tropicais – coisa que o governo brasileiro, como sabes, o maior emissor neste setor, se arrepia só em falar. Neste sentido, estamos batalhando nos últimos anos pelo conceito de “redução compensada do desmatamento”.

Por Redação ((o))eco
1 de agosto de 2006

Visão do Paraíso, modelo 2006 II

De CarlosExcelente o artigo do Marcos sobre um empreendimento imobiliário na serra fluminense (Visão do Paraíso, modelo 2006). Uma paisagem degradada, que mal abriga uma capoeira, é vendida como um paraíso ecológico. Mas, na verdade, a 'distinta' classe média não está interessada em ecossistemas preservados, mas sim em castelos e outras besteiras que lhe confiram uma aura nobre e sofisticada (ainda não descobriram o Gotha Almanach...). É assustador, mas é tão comum, hoje em dia, a existência de resorts (êta nome chique!) em locais privilegiados que mantêm os hóspedes em atividades intramuros. São boates, shows, jogos, competições, bares, restaurantes (é impressionante como comem!) e outras atividades que ocupam as pessoas o dia inteiro. Praticamente ninguém sai do hotel para conhecer o entorno. Estive em um desses na Costa do Sauípe que se fosse em Nova Iguaçú, ninguém teria notado...Perfeita também a ironia sobre os "melhores climas do mundo". Ninguém sabe explicar o que é exatamente um bom clima (sob que critério? Bom para quem ou para o que?), mas repetem essa besteira nauseabundamente em relação a vários lugares.

Por Redação ((o))eco
1 de agosto de 2006

Visão do Paraíso, modelo 2006

De Liana OlivierCaro Marcos,Há 22 anos(!), fugi da violência do Rio de Janeiro e mudei-me, com marido e dois filhos, para Teresópolis. Nesse tempo, só vi a degradação da Natureza e da cidade...Péssimos governantes, péssimos vereadores, ruas esburacadas, favelas crescendo da noite para o dia, mendigos aumentando, cachorros abandonados pelos donos que vendem suas casas de campo e soltam os bichos nas ruas, comércio de província com os vereadores impedindo a entrada de indústrias e empresas de grande porte, subempregos (aqui, todo mundo tem o salário mínimo na carteira; e o resto por fora, se quiser trabalhar...), enfim, em 22 anos, Teresópolis desceu um tobogã, regrediu. E não há esperança de melhora! Toda a Região Serrana do RJ está regredindo, com pequenos focos de progresso resistindo.Abraços e parabéns pelo seu texto. É isso aí!

Por Redação ((o))eco
31 de julho de 2006

O Jaú e a derrota amazônica

De Carlos César Durigan Coordenador Executivo/Executive Coordinator FVA - Fundação Vitória Amazônica Prezado Sr. Marcos Sá Corrêa, Indignação é a palavra para expressar o sentimento que suas mal escritas e mal intencionadas linhas causou entre as pessoas que têm dado sua vida pela construção de um cenário positivo para a conservação da biodiversidade no Rio Negro. Nunca, em seus 16 anos de trabalho árduo, a Fundação Vitória Amazônica (FVA) recebeu tão mal alinhavadas e mesquinhas críticas, cunhadas para denegrir um trabalho sério, ético e reconhecido nacional e internacionalmente. Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Por Redação ((o))eco
25 de julho de 2006

Governo Lula põe e tira

De Mauricio MercadanteDiretor de Áreas Protegidas da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente Quem te viu e quem te vê: Maria Tereza elogiando Marina Silva. Há dois anos atrás, neste mesmo site, Maria Tereza dizia que Marina Silva não tinha competência para ser ministra, estava “destruindo tudo o que de bom foi feito por ministros sem nenhuma experiência ambiental prévia, como Krause e Sarney Filho, além, claro, de José Carlos Carvalho, que tinha vasta experiência anterior", e devia voltar para o Congresso onde era o seu lugar. Como se vê, uma mudança e tanto. O que explica a mudança? É simples: não dá para falar hoje sobre unidade de conservação sem fazer menção, por ligeira que seja, ao desempenho do Governo Lula em matéria de criação de unidades de conservação. Está todo mundo vendo, está na cara, é óbvio. Os leitores de O Eco estão acompanhando pari passu os avanços nessa área. Não dá para fingir que não está acontecendo, muito menos ficar metendo o pau o tempo todo. Pega mal. Os leitores de O Eco não são estúpidos.Mas é claro que, para não perder o hábito, no mesmo passo em que elogia (e eu imagino a dificuldade que Maria Tereza deve ter sentido para escrever “Parabéns Marina!”, Maria Tereza prossegue fazendo críticas gratuitas e sem fundamento. Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Por Redação ((o))eco
24 de julho de 2006