Os peixes do Pantanal pedem água III

De Rubinho de Almeida Prado Fico mais confiante no Brasil ao perceber que ainda temos pessoas de bom senso no comando de nossos recursos naturais e buscando uma forma mais racional de exploração do meio ambiente. Já era hora de entendermos que os projetos de extrativismo definidos para o pantanal estão comprometendo o meio ambiente. Me surpreende, nos dias de hoje, alguém defender a tese da pesca profissional e não querer que estes pescadores evoluam e melhorem sua qualidade de vida, o que pode ser conseguido sem tira-lo de seu ambiente natural através da piscicultura e do turismo da pesca esportiva. Basta investir um pouco de tempo, sair da quadra onde se mora, andar por outros paises e perceber como estamos atrasados e como não é difícil melhorar esta relação com o meio ambiente. Tenho muito respeito pelo pescador profissional, mas vejo seu fim cada vez mais perto do fim e se nada for feito, não somente ele não terá ambiente de trabalho no futuro, como todos nós pagaremos um elevado preço desta situação. Acordem: trabalhar a favor do meio ambiente não é trabalhar contra o pescador profissional, muito pelo contrario, é garantir a este individuo uma melhoria de vida no futuro próximo. Além deste cuidado com a sobrepesca, gostaria de ver ações envolvendo desmatamento, fechamento de baías para aumento de pastagem, uso de agrotóxicos, etc, pois não podemos correr mais riscos, como ocorreu no passado e ocorre no presente.

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21 de junho de 2006

Os peixes do Pantanal pedem água II

De Thomaz Lipparelli Superintendente de PescaSecretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos HídricosIlmo. Sr.Marcos Sá CorreiaGostaríamos de congratular a iniciativa e a imparcialidade editorial desta Agência de Notícias, em trazer à opinião pública fatos da tragédia ambiental e social silenciosa que enfrentamos no Pantanal, tão bem articulados em vosso artigo “Os Peixes do Pantanal pedem água”. Como representante do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, na qualidade de Superintendente de Pesca, solicito o direito de resposta às acusações deméritas feitas pelo ambientalista Sr. Alcides Farias – ECOA/MS, ao Governo deste Estado, publicadas no comentário da referida matéria. Quando assumimos a Superintendência de Pesca deste Estado em agosto de 2003, tínhamos a difícil tarefa de equacionar grandes questões de ordenamento pesqueiro deste Estado, sobretudo da bacia do alto Paraguai, dentro de um cenário assustador de redução gradativa dos estoques pesqueiros e um quadro social preocupante. Entre os desafios estava em apontar aos pescadores profissionais - artesanais ribeirinhos, alternativas de trabalho e renda. Surge então o projeto PESCA & QUALIDADE DE VIDA: ALTERNATIVAS DE TRABALHO E RENDA, que tenho a satisfação de encaminhá-lo em anexo e disponibilizar a todos os vossos leitores. Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

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21 de junho de 2006

Soja do bem II

De Maurício Galinkinv Prezado senhor Ronaldo,A partir da leitura atenta de sua correspondência, vejo que houve alguma dificuldade na percepção do que afirmei ao repórter de O Eco. Não sei se me expressei mal, se ele foi muito econômico ao inserir nossa conversa no texto ou se o senhor leu o texto já com alguma concepção prévia. Mas isso não importa.Perguntado pelo repórter se conhecia o projeto da CI no sudoeste goiano, disse a ele que sim, e que o considerava muito interessante mas, no meu entender, sendo uma ação que exige conversar e convencer fazendeiro por fazendeiro, tomaria um tempo enorme para ser replicada em todo Cerrado. Minha conclusão, para ele, foi que quando isso acontecesse o Cerrado já estaria acabado...A referida "visão de conjunto" era relativa a esse projeto, que no meu entender só focaliza o micro, ao trabalhar fazenda por fazenda. Em momento algum tratamos de outros projetos, e muito menos usei qualquer expressão "pejorativa", como o senhor afirma. Antes pelo contrário, ressaltei ao repórter que a CI é uma organização que merece respeito, onde tenho amigos (acho eu...). Sempre defendi a auto-determinação dos povos e, por similaridade, defendo a auto-determinação das organizações, cuja responsabilidade de condução e escolhas cabe às suas respectivas direções. Posso concordar ou discordar, mas sempre respeitei e respeito essa autonomia. Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

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16 de junho de 2006

Soja do bem

De Ricardo B. Machado, D.ScDiretor do Programa Cerrado-PantanalConservação InternacionalPrezado Senhor Maurício,No artigo 'Soja do Bem", publicado pelo site O Eco em 10/jun passado, vi que há um comentário seu sobre a atuação da CI-Brasil em relação à conservação do Cerrado. Não é a primeira vez que vejo uma fala sua mencionando que nossa atuação é tacanha, ou seja, não é ampla o suficiente para promover a conservação do bioma. É bem verdade que não temos pernas ou a pretensão de salvar o Cerrado sozinhos, mas as iniciativas que empreendemos e vamos empreender no Cerrado estão longe de serem tímidas ou estão longe de serem consideradas como de um instituição que "não tem visão de conjunto".Eu avalio que talvez o seu comentário nesse artigo e também no episódio da discussão entre a Funáguas e a Bunge, quando o senhor também comentou especificamente que o nosso projeto com a Bunge é pretensioso e não vai conseguir salvar o Cerrado, seja fruto de um desconhecimento das atividades recentes da CI-Brasil no Cerrado. Por esse motivo, tomo a liberdade de elencar algumas das mais expressivas atividades por nós desenvolvidas e que tratam a questão de conservação do Cerrado de forma mais ampla.Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

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16 de junho de 2006

Os peixes do Pantanal pedem água

De Emiko Kawakami de ResendePesquisadora III - Pesquisadora Embrapa Pantanal Prezado Marcos Sá Correa,Fico profundamente triste com a interpretação equivocada da pesca profissional artesanal e dos dados da pesca de Mato Grosso do Sul. Como meu nome foi citado, não posso deixar de responder ao seu editorial sobre " Os peixes do Pantanal pedem água". Vamos por partes:1- Não é verdade que a produtividade tenha caído. O que acontece é que os aparelhos de captura que produziam 286,8 quilos por dia estão proibidos. A média atual de 7,21kg foi conseguida por redes de espera que foram colocadas no curso superior do rio Miranda.Os aparelhos de captura utilizados para obter 286,8kg por dia eram o tarrafão e a rede de lance, utilizadas nos trechos do rio na planície pantaneira (regiões muito mais produtivas) e há muito proibidos. Esse valor incluía também a pesca de curimbatá, peixe detritívoro abundante no rio Miranda, cuja pesca está proibida desde 1993. Necessário é dizer ainda que redes de espera possuem capacidade muito mais baixa de captura que os tarrafões e as redes de lance.Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

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14 de junho de 2006

Decadência precoce

De FgondinParabenizando Andreia Fanzeres. Lendo atentamente o que escreveu me veio a seguinte idéia: o Evo andou reclamando que o Acre foi trocado por um cavalo. Achei a solução para a insatisfação dele: vamos dar à Bolívia não só o Acre mas também AM, RR, RO, AP, PA e MT, afinal não temos competência para administrar isso. Quem sabe a Bolívia tem? Para o irmão Paraguai nao ficar triste, vamos fazer justiça pelo massacre que fizemos, a mando da Inglaterra, na dita Guerra do Paraguai: serão doados MS, MG, GO (com Brasília inclusa), TO e ES. Assim terminaria o Brasil, este "Estado" que não é nação.

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23 de maio de 2006

Para além do horizonte

De Marcio Carrilho A colunista Ana Araujo dá uma informação errada no seu artigo "Para além do horizonte". No terceiro parágrafo, afirma que a conquista brasileira do Everest foi do paranaense Waldemar Niclevicz, em 1995. O primeiro brasileiro a fazer o cume do Everest foi Michel Marie Vincent, em 7 de outubro de 1992. Filho de pais franceses, ele nasceu em Areal (RJ) e viveu no Brasil até os três anos de idade, mas tem nacionalidade brasileira, além da francesa. Outra coisa: Niclewicz fez o cume do Everest, em 14 de maio de 1995, na companhia de outro brasileiro, omitido pela colunista, Mozart Catão, de Teresópolis (RJ). Ainda, sobre as conquistas de Vitor Negrete que ela cita, as que realmente contam, as que vão ficar na história, foram, principalmente, a Face Sul do Aconcágua, além da primeira invernal brasileira na mesma montanha. Mas, a maior de todas as conquistas ele chegou a fazer, mas infelizmente não terminou: o cume do Everest sem oxigênio suplementar. Os demais feitos citados são de menor importância, como, por exemplo, o Huayna Potosí, na Bolívia, montanha considerada muito fácil para um 6.000m. Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

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23 de maio de 2006

Ainda pobre, de marré de ci

De Yara Valverde Chefe da APA PetrópolisParabéns pela matéria, bastante elucidativa.Nós aqui na "ponta", em Unidades de Conservação, agradecemos as informações. Realmente, parece que a prioridade é atender a administração central do IBAMA. Tanto que estamos com somente 2 servidores para atender 59.000 hectares e uma população de 300.000 habitantes. Neste mês, mais uma vez, a coordenação de recursos humanos do IBAMA indeferiu a remoção de Brasília para nossa Unidade de um analista ambiental.

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23 de maio de 2006

Embate no Tapajós

De Rosa Cartagenes Jornalista Enquanto prossegue o drama de centenas de famílias de áreas urbanas e várzea, ilhadas ou desabrigadas em meio a tragédia diluviana sobre o Baixo Amazonas, no centro de Santarém estudantes da rede pública são tratados à cassetete e spray de pimenta por conta de manifestações contra o aumento das passagens de ônibus urbanos. Como pano de fundo (ou de superfície), o acirramento radical e progressivo dos ânimos coletivos no embate midiático travado entre a ONG Greenpeace e diversas, agora conjuradas, facções dos chamados “setores produtivos” locais. Os adesivos de “Fora Greenpeace: a Amazônia é dos Brasileiros” que antes, “numa proporção informal”, segundo O Eco, seriam de um para cada quatro veículos (a maioria Hilux, Pajeros, Land Rovers e outros “4x4”, dizia-se), invadiram também os vidros de carros bem mais modestos, sinalizando a adesão de camadas de médio poder aquisitivo. O povão que anda a pé e de ônibus, este continua a apanhar, de várias formas e sob vários pretextos, das autoridades constituídas. Nos programas “populares” da mídia local, quase toda alinhada fisiologicamente aos mandatários regionais e oligarquias sucessivas, repórteres martelam em acessos de verborragia inaudita sandices sobre internacionalização da Amazônia, interesses multinacionais que manipulariam as ONGS, o “direito” dos brasileiros usufruírem de seus recursos naturais “como bem entenderem” (afinal, norte-americanos mataram seus índios e europeus destruíram quase todas as suas florestas, porque não podemos fazê-lo?) e que “sojeiros geram emprego, alimento e renda”, enquanto “ongueiros geram miséria e subdesenvolvimento”. Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

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18 de maio de 2006

Duas Ongs, duas visões

De Miguel OliveiraO Estado do Tapajós - Reg FENAJ 581-DRT-Pa Ilmo. Sr. Manoel Francisco BritoPrezado Senhor,Meu nome foi citado desnecessariamente em matéria que relata, de forma novelesca, o encontro casual ocorrido, na minha presença, entre Ana Cristina Barros e Paulo Adário.Seu texto no que se refere ao 'ambiente' do encontro não passa de ficção. Tanto que já foi desmentido em nota na coluna do próprio site. Estive sim no restaurante Piracatu, mas não para comemorar assinatura de termo de adesão ou divulgação de carta da Cargill. Ao contrário do que você supõe, não sou apenas 'dono de jornal'. Santareno, sou jornalista profissional há mais de um quarto de século, com muitos anos de cobertura sobre assuntos ambientais.O jornal O Estado do Tapajós é de minha propriedade em sociedade com milha filha Larissa, que é estudante de jornalismo na Unissinos, em São Leopoldo(RS).O Estado do Tapajós é um jornal pluralista, que garante a todas as correntes de pensamento o direito à liberdade de expressão. Citado como meu nome foi, dá a impressão de que eu comungo de todas as propostas da TNC ou da Cargill.Durante a cobertura do termo de adesão entre Sindicato Rural, TNC e produtores rurais, fui informado que a Cargill havia mandado carta à prefeita de Santarém explicando que não compraria mais soja sem certificação ambiental. Tentei obter o conteúdo do documento, mas a prefeita se recusou a revelá-lo.Clique aqui para ler esta carta na íntegra e a resposta do autor.

Por Redação ((o))eco
18 de maio de 2006