Corra jumento, corra! X

De Daniele Achei muito interessante! Quem ia imaginar que o jumento de ofensa pode passar a iguaria exportada para Europa ou até mesmo ser premiado! Só não sei se nesse caso a saca de milho vira ração para ele ou comida para o dono no nosso Brasil esfomeado... Adorei a matéria.

Por Redação ((o))eco
9 de setembro de 2005

Corra jumento, corra! IX

De Irmã Ellen Scherzinger (Franciscana)MossoróPrezada Sra.Sílvia,Li seu artigo na revista O Eco sobre jumentos.Parece realmente melhor para o jumento servir numa corrida de divertimento do que ser acidentado na estrada. Certamente um jumento na estrada também é um perigo para as pessoas humanas; as corridas evitam que pelo menos uma parte dos jumentos fique abandonada nas estradas e cause acidentes.Porém é bom ver o assunto do outro lado: A corrida para um jumento é um grande sofrimento porque é contra a natureza dele. É necessário acender um cigarro no ouvido dele ou colocar num outro lugar (a senhora sabe) para o jumento correr. É uma tortura física e psicológica para este animal. Será que o homem precisa se divertir a custo do sofrimento extremo de outra criatura? Isso é cultura? Ou barbárie?A senhora sabe que nas arenas antigas o povo romano (hoje os italianos que a senhora menciona) costumava se divertir com as lutas na arena com feras, escravos, cristãos. A plebe romana ficou extasiada com os sofrimentos à vista. Fomentar o gosto perverso da multidão? Até com Cristo fizeram assim: Exibiram para todo mundo o sofrimento dele, não somente para servir de exemplo de punição, mas exatamente para o divertimento - para ganhar o aplauso do povo. Coroação de espinhos. Cruz. Sangue. Morte.A multidão fica inebriada de prazer. Promover isso?Por favor: NÃO! É aumentar a violência, a insensibilidade em relação ao sofrimento alheio, a malvadeza.A senhora como boa jornalista poderia entender sua profissão como oportunidade, como missão - despertar os corações para sentirem compaixão, não gozo, com o sofrimento alheio. A senhora poderia escrever com seu português bom que tem, uma defesa dos animais que são torturados sem nenhuma necessidade. Podia escrever artigos brilhantes contra as vaquejadas, contra as farras de boi, contra as experiências desnecessárias fazendo vivisecção, etc. A Dra. Geuza, que não é escritora, mas boa advogada, é uma mulher que defende os indefesos; ela poderia fornecer à senhora muito material interessante. Admiro a Dra. Geuza. Eu ia admirar também a senhora, não somente como jornalista, mas também como pessoa humana.Eu mesma não sou jornalista, meu português é pobre, sou alemã, do povo de que a senhora descende (o nome da senhora (Pilz) é alemão; certamente a senhora sabe que seu nome significa "cogumelo"). Eu não sei português bem, nem sei Direito. Mas sou uma mulher como a senhora também e Dra. Geuza Tenho sentimentos de compaixão (como certamente a senhora também tem). Espero que a senhora vá futuramente colaborar que aquela 'cultura' que na verdade é uma barbárie, acabe. Com os melhores votos para sua nobre missão de jornalista - educadora do povo, Atenciosamente,

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9 de setembro de 2005

Corra jumento, corra! VIII

De Heloisa PinceliAcredito que o jornalista de uma certa forma educa e forma opiniões, me perdoe a agressividade, mas não consegui me conter quando li um email que me mandaram a respeito de seu comentário sobre os jumentos. Mas como mencionei acima, eu acho que jornalistas formam opiniões, pessoas menos informadas assistem novelas que "ensinam" que rodeio é esporte e assim a rede globo disseminou o rodeio por todas as regiões do brasil. O Medo dos protetores dos animais é de que as pessoas leiam artigos defendendo a crueldade e adote uma postura cruel com os jumentos, touros, cavalos e diversos animais que sofrem com a maldade do homem. Se somos todos coadjuvantes de atos cruéis, poderiamos tentar mudar essa realidade parando de incentivar a crueldade. Animais não são escravos, e, acredito que a cultura sobreviveria muito bem sem essa tortura. Mais uma vez, me perdoe pela falta de educação. Resposta da autora:Heloisa, Por favor, leia o que escrevo abaixo. Tentei explicar-lhe através de outros exemplos, o que me passa pela cabeça quando comento sobre os jumentos. Uma coisa não anula nem explica a outra. No enatnto, minha intenção aqui, é fazer com que você me entenda melhor. Espero que eu consiga. Na minha opinião, conscientes ou não, somos todos atores coadjuvantes de atos de crueldade assustadores. Seguem alguns exemplos:Exemplo 1: O que é a pesca? Um homem crava um anzol de metal na boca de um peixe, puxa ele para fora d'água e espera-o tremelicar até morrer. Depois, ele esquece que foi covarde e coloca o peixe assado sobre a mesa. Mas, como o peixe foi feito para ser comido, o pescador está absolvido. Pior que isso é a prática do "pesque e solte". O sujeito pesca o peixe para admirá-lo, fotografá-lo e devolvê-lo à água. De acordo com os praticantes do hábito, o bicho é devolvido ao mar ou rio em perfeitas condições de sobrevivência. Mas poucos sabem que depois de espetado por um anzol, o peixe pode morrer lentamente, por inúmeras razões. Uma infecção no aparelho bucal é a mais simples delas.Exemplo 2:Pessoas montam cavalos e usam chicotes e esporas para fazê-los correr. Alguns assistem este espetáculo com trajes de gala e binóculos. Por que? Porque CULTURALMENTE não nos parece mal. Ou, não parece mal para a maioria. Fomos todos acostumados a "entender" o cavalo como meio de transporte. Assim como na Espanha, por mais cruel que seja, a tourada só se mantém viva porque faz parte de uma CULTURA forte e por isso, é difícil de ser descartada.Exemplo 3:Pessoas "confinam" cachorros em suas próprias casas e apartamentos. Usam coleiras, castram os animais se acharem que isso pode deixá-los mais tranquilos, colocam os bichinhos de castigo quando els fazem "coisas de cachorro", adestram da forma que consideram ideal. Não lhe parece cruel? Um abraçoSilvia Pilz

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9 de setembro de 2005

O andarilho útil

De Bernardo CollaresPresidente da FemerjPrezado Pedro da Cunha Menezes,Sobre sua matéria sobre o "Andarilho Útil", gostaríamos de fazer uma pequena correção quanto à participação dos Centros Excursionistas no fim da gestão entre Prefeitura e Ibama. A FEMERJ - Federação de Esportes de Montanha do Estado do Rio de Janeiro, que representa os centros excursionistas do Estado do Rio de Janeiro, entrou em contato com o Prefeito César Maia procurando ajudar na continuidade de tão importante parceria. Foram trocados alguns emails na época entre FEMERJ, Prefeitura, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Direção do Parque Nacional da Tijuca.Antes gostaríamos de ratificar nossos parabéns a sua gestão frente ao PNT. Com muito trabalho e objetividade em sua gestão foi possível acabar (entre outras coisas) com os atalhos e a melhoria/segurança para os visitantes foi imensa.Desde então não temos mais notícias de pessoas se perdendo dentro do PNT.Atenciosamente

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9 de setembro de 2005

Quórum zero

De Marcelo Gonçalves de Lima Biólogo - Doutor em EcologiaSr. Editor,Sobre a matéria "Quorum Zero" do dia 08.08.2005 da jornalista Carolina Mourão gostaria de adicionar algumas informações. Em primeiro lugar é de se louvar a iniciativa da Conservação Internacional pela a aprovação do PEC Cerrado, como a chamamos. Entretanto, é preciso esclarecer que não é uma iniciativa nova e que as ONGs ambientalistas nacionais também tem a aprovação do referido projeto, em particular a Rede Cerrado, um conjunto de mais de 100 ONGs, e a Fundação Pró Natureza, FUNATURA.Já em 2000, foi encaminhado um ofício ao então Ouvidor da Câmara Federal, o Dep. Fleury do PTB, solicitando que o PEC 115/95 do Dep. Gervásio Oliveira, PSB/AP fosse apressada a sua tramitação. Este ofício foi assinado por mim, representando na época a ONG Pequi Pesquisa e Conservação do Cerrado, pelo André Lima do ISA, e pelo Paulo Gustavo Prado da Conservação Internacional. O PEC 150/95 do então Dep. Pedro Wilson, PT/GO, ex-prefeito de Goiânia, que elevava tanto o Cerrado quanto a Caatinga a categoria de patrimônio nacional, havia sido apensada ao 115/95. Ou seja, a Caatinga também seria beneficiada com este. Entreguei pessoalmente o ofício ao Dep. Fleury, junto com o Deputado Estadual Chico Floresta do PT/DF. O ouvidor prometeu levar ao presidente da câmara na época, o Dep. Michel Temer do PMDB/SP.Ainda em 2000, se não engano, durante uma reunião com o ex-ministro do Meio Ambiente, Dep. Sarney Filho do PV/MA, levantei a questão das PECs a este, que prometeu dar atenção à questão. Estava presente também o então presidente do PFL, Dep. Inocêncio Oliveira, PL/PE (trocou de partido depois), que também se mostrou simpático à. proposta.Em 2004 a Rede Cerrado organizou com muito sucesso o I Grito do Cerrado nos dias 9 e 10 de setembro, antecedendo o dia do Cerrado que é oficialmente no dia 11 de setembro, em homenagem ao ambientalista Ary Pararaios, morto em 2003. Uma das "palavras-de-ordem" durante todo o movimento foi a aprovação do PEC Cerrado. Nós conversamos com a Dep. Neyde Aparecida, PT/GO, com o Dep. Sarney Filho, PV/MA e com a Dep. Maninha, PT/DF, além do ex-deputado Pedro Wilson, proponente original do PEC Cerrado e Caatinga. Todos declararam o apoio ao PEC. A Dep. Neyde Aparecida, ao contrário do que diz a matéria, está genuinamente interessada na aprovação do PEC Cerrado, e tem feito o máximo para a realização das reuniões da comissão. Existe, entretanto, uma resistência feroz por parte dos ruralistas, que querem negociar a aprovação para benifícos próprios, como, por exemplo, a liberdade dos estados de delimitarem os tamanhos da resevs legais.Em conclusão, a aprovação do PEC 115/95 não é uma agenda nova, mas que vem sendo reciclada de tempos em tempos. Para ter-se uma ideia, existem, além deste PEC, o 150/95 do Dep. Pedro Wilson PT/GO, o 100/2003 da Dep. Raquel Teixeira. PSDB/GO e o 131/2003 da Dep. Terezinha Fernandes PT/MA (todas que incluem o Cerrado e a Caatinga como patrimônios nacionais); o 60/1999 da Dep. Maria de Lourdes Abadia, PSDB/DF, o 131 da Dep. Nair Maria Xavier Lobo, PMDB/GO e o 131/2003 do Dep. Sandes Junior, PP/GO e outros autores, todos apensados a 115/95 do Dep. Gervásio Oliveira. Existe ainda o PEC 51/2003 do Senador Demóstenes Torres, PFL/GO, que está parado desde março de 2004, aguardando inclusão na ordem do dia.Enfim, diante deste quadro de várias iniciativas de ONGs e do legislativo, é importante concatenar os esforços e não dividí-los com novas iniciativas isoladas. Os diversos atores que já estão historicamente envolvidos no processo para alcançar a inclusão dos biomas Cerrado e Caatinga como patrimônio nacional e fortalecer assim a luta pela conservação de ambos. Neste sentido sentido, acho de extrema importância que a Conservação Internacional se junte a Rede Cerrado, outras ONGs internacionais e outros setores para trabalhar com uma agenda em comum de conservação do Cerrado e da Caatinga.Estes links são entrevistas dadas por mim sobre as PECs durante o Grito do Cerrado: Entrevista 1 Entrevista 2Saudações

Por Redação ((o))eco
8 de setembro de 2005

Corra jumento, corra! VII

De Ana Priscilla Liberato Fortaleza-CearáSr. Editor: O potencial deseducador presente no conteúdo da matéria "Corra, jumento, corra", publicada em 22.08.2055, de autoria da jornalista Silvia Pilz, é realmente avassalador. O jumento nordestino é apresentado como animal para corridas, para churrasco e como uma praga. Toda a matéria é lamentável, do início ao fim. A jornalista ao invés de debochar do pobre animal que luta para sobreviver, deveria, antes de tecer comentários sobre fatos que ocorrem no Ceará, conhecê-los primeiro, para não dar informações erradas, como o aguardo de autorização do Ministério da Agricultura para um abatedouro de jumentos no município cearense de Santa Quitéria, abater e exportar a carne desses animais para Europa e Ásia. A jornalista desinformada, não sabia que tal matadouro morreu no nascedouro. O povo cearense não permitiu que seus jumentos servissem de iguaria para os estrangeiros e além disso a supracitada jornalista demonstrou total desconhecimento das "leis" do seu país. Apesar de que não ser da sua alçada trabalhista, nenhum cidadão pode alegar o desconhecimento parcial ou total da "lei" (CF/88). Foi o caso da profissional citada acima. Jornalismo com ética é o que se espera deste renomado jornal.PS: Cara jornalista; antes de divulgar qualquer matéria te aconselho a fazer um "aprofundamento" em suas pesquisas e acima de tudo procurar se informar melhor no que diz respeito as leis, doutrinas, jurisprudencias e etc, para que suas publicações sejam coerentes e com concretude, pois se a voce não sabe a corrida de jumentos é dentre outros, por lei, um crime ambiental. Um jornalista deve se informar muito, pois é um profissional de muita importancia por ser um divulgador da noticia! Leia mais! Faça jus ao seu diploma que com certeza deve ter sido muito suado!

Por Redação ((o))eco
8 de setembro de 2005

Corra jumento, corra! VI

De Heloisa Pinceli Jornalistas de meia-tigela (desculpe o elogio) como você que o Brasil deveria se livrar, ignorantes que chamam crueldade de cultura. É lastimável ver alguém de nível superior com uma idiotice tão grande.

Por Redação ((o))eco
6 de setembro de 2005

Corra jumento, corra! V

De Gilda BrandãoSenhora Silvia, Tive a infelicidade de ler seu artigo "Corra jumento, corra!", que me envergonhou por vários motivos.A senhora chama de cultura nordestina uma série de vícios que não só são imorais como também são ilegais. Bastaria considerar que existe uma Constituição no Brasil que no seu artigo 225 inciso VII atribui ao estado brasileiro a garantia de manter os animais livres de tratamento cruel, e a lei federal 9605/98 que no artigo 32 define e pune crimes de maus-tratos aos animais, para verificar que seu artigo incentiva o crime, e portanto é também criminoso. Mas não é este o único equívoco de suas considerações. Tradição não significa coisa boa. Jogar cristãos aos leões, castrar jovens rapazes para manter-lhes a voz aguda no canto das óperas, escravizar pessoas, encurtar os pés das mulhres orientais, tudo isto também existiu em nome da tradição, e felizmente acabou, porque pessoas de bom senso e de mente esclarecida deram um basta.Finalmente, quero dizer-lhe que o Nordeste faz parte do Brasil. e uma tradição atribuída ao Nordeste fatalmente teria de ser considerada uma tradição brasileira. Mas o Brasil se recusa a aceitar covardias, como estas que a senhora descreve, e outras, como a farra do boi, rinhas de galo etc. como parte de suas tradições.São vícios localizados, ilegais, vergonhosos, que uma mulher como a senhora deveria distinguir de cultura e tradição. Afinal de contas, sempre se considera que uma mulher é um ser sensível, mais capacitado a sentir a dor dos desprotegidos, sejam eles pessoas ou animais. A incapacidade de reconhecer a burrice e a covardia é um perigo nas mãos de quem se considera um jornalista, um porta voz da sociedade.Atenciosamente,

Por Redação ((o))eco
6 de setembro de 2005

Corra jumento, corra! IV

De Fabiana MelloCirurgiã-Dentista - Epidemiologia - MS/ANSPrezada Sra. Sinto dizer que seu artigo me trouxe imenso desgosto e acredito que deprecia seu trabalho e o trabalho de seu jornal. Em relação ao fato de que a corrida de jumento e o uso de sua carne como alimento é "cultura" vale dizer que a escravidão também era cultura, a mulher incapaz também era cultura, o canibalismo também, as lutas de gladiadores... Muita cultura, não é? A senhora deveria protestar também quanto a esta depredação do patrimônio cultural da humanidade.Acredito que a Sra. também seja a favor da "cultura" da Farra do Boi e dos rodeios. A democracia está aí para isto. Inclusive para que as pessoas que discordem do que aparece na mídia também tenham voz.att

Por Redação ((o))eco
6 de setembro de 2005

Corra jumento, corra! III

De Geuza Lietão Jornalista Silvia PilzCausa-me estranheza uma jornalista que passou pelos bancos de uma universidade (se é que passou), fazer em matéria jornalística a afirmação: "A corrida de jumentos, pode até infringir a lei que protege animais de qualquer tipo de abuso ou maus-tratos. Mas faz parte da cultura". Saiba, jornalista que as leis são feitas para serem cumpridas e o Tribunal de Justiça/CE já decidiu que corrida de jumento é crime tipificado no Art. 32 da Lei 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), por constituir abuso e maltrato contra os jumentos. Portanto já há jurisprudência no sentido de que corrida de jumentos é crime. E V. Sia aplaude esse crime por considerar cultura! Santa ignorância! Certamente gostaria de ver a mulher considerada incapaz como o foi outrora, pois era cultura, assim como a escravidão. Gostaria V. Sia de ser comida pelos canibais? Ora isso também era cultura. Pelo visto, para V. Sia. sendo cultura, mesmo que não preste, deve continuar. Então que retroaja o tempo e V. Sia. não tenha o direito sequer de votar. Que os negros sejam çoitados, escravizados. E saiba que o abatedouro de Santa Quitéria eu fechei, acabou-se. Não está aguardando autorização coisa nenhuma. Acabou mesmo.

Por Redação ((o))eco
6 de setembro de 2005

Pá de cal precipitada

De Sibylla Schneider Dietzold Bom Dia Eunice Parabéns pela excelente reportagem. Jornalismo sério se faz também divulgando boas causas e na defesa da qualidade devida das populações.Saudações,

Por Redação ((o))eco
2 de setembro de 2005