Ibama II

Lula saiu-se com mais uma tirada impressionante. Dessa vez, o estopim foi a greve nacional dos servidores do Ibama. 'Você começa a pensar em modernizar o Ibama e o pessoal entra em greve' , palavras do presidente publicadas em reportagem do Estado de São Paulo. Afirmou ainda que, como ninguém irá perder o emprego ou ter seus salários diminuídos, não vê qualquer motivo para crise no instituto, além de considerar o ato uma injustiça com a ministra Marina Silva. →

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15 de maio de 2007

Lula e o crédito

E parece que o presidente não se cansa. Ontem, ele resolveu cobrar dos países desenvolvidos o pagamento de créditos de carbono, já que “ o Brasil diminuiu nos últimos dois anos em 52% o desmatamento”, de acordo com suas próprias palavras. Só tem um pequeno problema: Desmatamento evitado não está na conta de crédito do Tratado de Quioto. O governo brasileiro apresentou, isso sim, uma proposta para a criação de um fundo voluntário que compense aqueles países que deixarem de derrubar árvores. Mas a ONU ainda não definiu sua posição sobre o assunto. Notícia do Estadão com contribuição da Reuters. →

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15 de maio de 2007

Bicho novo, problema velho

A BirdLife divulga a boa notícia da descoberta de uma nova espécie de beija-flor na Colômbia. O pássaro - ver foto no site da Birdlife - que recebeu o nome científico de Eriocnemis isabellae, foi visto pela primeira vez em 2005 nas florestas montanas da Serrania del Pinche. O drama é que essa região está sob pressão de queimadas e plantações de coca, que colocam o novo beija-flor imediatamente sob ameaça. →

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15 de maio de 2007

Anuário busca fotos de aves raras

E a BirdLife está convidando fotógrafos do mundo inteiro para enviar suas imagens para o concurso de aves raras. As fotos selecionadas farão parte do primeiro anuário de aves raras ("Rare Birds Yearbook"), com data de publicação prevista para outubro de 2007. O concurso aceita inscrições até o fim de julho. A lista das 189 espécies ameaçadas está aqui. Muitas delas são aves brasileiras, como o Pica-pau-do-parnaíba, o tiê-coroa ou a ararinha azul. →

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15 de maio de 2007

Raridade

Foi incomum a primeira audiência pública para discussão do Distrito Florestal de Carajás, em Marabá, leste do Pará. O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e o Governo do Pará, que comandaram os trabalhos, explicaram o teor do projeto, tiraram dúvidas e ouviram sugestões e críticas por cinco horas e meia. Alguns presentes reclamaram de uma certa rapidez no processo de criação do distrito e uma entidade local que reúne movimentos sociais enviou uma carta dizendo que não participaria das discussões, por ter faltado tempo para digerir a novidade. Mas, na audiência em si, ninguém foi contra o projeto. →

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15 de maio de 2007

Cobiça

Pelo contrário, foram muitos os pedidos para que o distrito abarcasse municípios que atualmente não estão na lista dos contemplados. Só o governo do estado pediu ao SFB a inclusão de mais de 20 municípios paraenses. A idéia do projeto é implantar na área – que tem cerca de 25 milhões de hectares nos estados do Pará, Tocantins e Maranhão – programas que estimulem o reflorestamento, com uso econômico de recursos florestais. →

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15 de maio de 2007

Mágoa

Durante a audiência, o presidente da associação local de produtores de ferro gusa, Afonso Albuquerque Oliveira, disse, na cara e na coragem, que as siderúrgicas do Pólo de Carajás não desmatam. Botou a culpa nos carvoeiros. Passou o resto do evento sendo chamado à atenção pela mesa de que esse pensamento – do tipo “não-é-problema-meu” – não leva a lugar nenhum. Saiu chateado da consulta. →

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15 de maio de 2007

Números

O Pólo Carajás é maior produtor mundial de minério de ferro. Atualmente, são 14 indústrias num raio de 150 quilômetros. Pelo menos 60% do carvão queimado por elas tem origem ilegal. →

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15 de maio de 2007

Idéia de jerico

Al Gore, o Banco Itaú e o secretário de turismo do Rio, Rubem Medina, deveriam repensar a proposta de realizar um mega show em Copacabana em julho para combater o aquecimento global. Colocar um milhão de pessoas nas areias da praia vai certamente provocar um impacto ambiental de fazer inveja aos maiores emissores de carbono na atmosfera. Pode ajudar a salvar o planeta, mas vai devastar uma das praias mais bonitas do mundo. →

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14 de maio de 2007

Turismo gelado

Um encontro internacional realizado em Nova Déli, na Índia, reuniu quase 300 delegados e cientistas de 37 países e organizações para discutir o Tratado da Antártica, assinado em 1959. Um dos pontos mais debatidos foi o acréscimo no número de turistas que estiveram no continente gelado na última temporada, entre novembro e março: mais de 37 mil visitas, a maioria delas feita de barco, o que causa maior impacto ambiental. Os participantes do evento asseguraram que o número de curiosos deve ser regulamentado com urgência. A notícia está no Planet Ark, da Reuters. →

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14 de maio de 2007

Peso do desmatamento

Reportagem de hoje do The Independent começa com uma afirmação e tanto: nas próximas 24 horas, o desmatamento ao redor do planeta vai emitir tanto gás carbono para a atmosfera quanto as viagens de avião realizadas por oito milhões de pessoas entre Londres e Nova Iorque. De acordo com um estudo publicado nesta segunda-feira, a queima de florestas só perde para o setor energético entre os maiores causadores do acúmulo de gases estufa no ar. O documento apresenta dados reunidos a partir dos últimos relatórios divulgados pelas Nações Unidas e por Nicholas Stern. Enquanto o desmatamento é responsável por 25% das emissões globais, transportes e indústrias acumulam 14% cada da fatia. →

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14 de maio de 2007

Migração incomum

Outro documento, este escrito pela Ajuda Cristã, avalia que cerca de 1 bilhão de pessoas, ou 1/7 da atual população mundial, podem ser obrigados a deixar suas casas nos próximos cinqüenta anos. O motivo não é novo: mudanças climáticas. Notícia do jornal The Guardian diz que os conflitos, o projeto de desenvolvimento mundial e a deterioração do meio ambiente podem tornar a vida de milhões de pessoas insuportável no cinturão do Saara, Sul da Ásia e Oriente Médio. O líder do estudo, John Davison, concorda que não há certeza sobre a projeção devido à falta de informações concretas sobre a migração que será causada pelo aquecimento global. Mas, segundo ele, esta lacuna não é desculpa para que não se descubra desde já o que pode ser feito pela população afetada. →

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14 de maio de 2007