A Amazônia seca

O Environmental Change Institute da Universidade de Oxford promoveu nesta terça feira um debate sobre os efeitos das mudanças climáticas na Amazônia. As análises foram feitas sobre dados que mostraram que a seca na bacia amazônica em 2005 foi anormal. Prova disso é o índice elevado de incêndios no estado do Acre. Segundo o pesquisador Luiz Aragão, naquele momento cerca de 2,8 mil km2 foram atingidos no Acre por conta de novas áreas que se tornaram inflamáveis. Como previsões já mostram que as secas na Amazônia podem se tornar mais freqüentes, pesquisadores começam a discutir como adaptar populações e ecossistemas aos impactos. O encontro do Environmental Change Institute pode ser inteiramente acompanhado pela internet.

Por Redação ((o))eco
3 de abril de 2007

Cobrança

O pacote ambiental anunciado nesta segunda-feira pelo governador de São Paulo, José Serra, traz dados que sugerem, no mínimo, credibilidade à iniciativa. Em cada programa, seja na área de pesquisa, resíduos, recursos hídricos, qualidade do ar, licenciamento ou florestas, por exemplo, são discriminados os nomes das pessoas responsáveis, metas claras e prazos para o cumprimento das ações. Até 2010, se cumpridos os 21 objetivos, talvez os paulistas consigam desfrutar de uma melhor qualidade de vida.

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3 de abril de 2007

Exemplos

Entre as recentes iniciativas do governo paulista estão a implantação do Conselho Científico de Pesquisa Ambiental, em junho de 2007, e a criação da Agência Ambiental / Cetesb em dezembro de 2010. Elas visam o incentivo a pesquisas acadêmicas voltadas a biodiversidade, aquecimento global e a desburocratização do sistema de licenciamento ambiental, o que transformará quatro departamentos em uma única agência.

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3 de abril de 2007

Desigualdade climática

Uma série de reportagens do The New York Times deixa à mostra as desigualdades entre os países em relação às medidas a serem adotadas por cada um para enfrentar as consequências do aquecimento global. Enquanto a Austrália põe para funcionar uma mega estação de dessalinização da água do mar (preparando-se para a falta d’água que pode se agravar no país), em Malauí (na África) os meteorologistas não têm nem os equipamentos necessários para realizar medições de tempo, quanto mais estudos de aquecimento global. Holanda (com suas casas “anfíbias” flutuantes) e Índia (totalmente vulnerável a enchentes) são os outros países que viraram assunto de reportagens. No fim das contas, conclui o jornal, é aquela velha história: os países ricos se industrializaram poluindo a torto e a direito a atmosfera. Agora, sem dinheiro para se proteger, os pobres pagam a conta.

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3 de abril de 2007

Um tapinha não dói

Durante o anúncio, na segunda-feira, de projetos para a área de meio ambiente no estado, o governador de São Paulo, José Serra, deu uma bela cutucada nos ambientalistas. Disse que a turma é boa no discurso, mas ruim na prática. “Gostoso escrever artigo, aterrorizar, fazer uma marchinha, usar roupa assim e assado. Mas outra coisa é o cotidiano", disse. Serra reclamava da timidez da sociedade na defesa do meio ambiente. Entre os ouvintes estavam representantes de várias Ongs da área, além de Paulo Nogueira Neto, ambientalista veterano e membro do Conselho Nacional de Meio ambiente. “Falar também é parte da ação”, se defendeu ele, tímido, à Folha de São Paulo.

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3 de abril de 2007

Decisão

A Suprema Corte dos Estados Unidos advertiu nesta segunda-feira o governo de Bush por se negar a regular as emissões de gases do efeito estufa. A decisão vinha sendo aguardada há algum tempo: é a primeira vez que a corte se mete no assunto das mudanças climáticas. Por cinco votos a quatro, os juízes decidiram que a Agência de Proteção Ambiental (EPA) americana violou a lei do ar limpo (Clean Air Act) ao não estabelecer padrões para emissões em carros novos. Para a corte, ela só poderia fazer isso se provasse que os gases emitidos não provocam o efeito estufa. Não provou. A notícia está no The New York Times e no Washington Post.

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3 de abril de 2007

Menos gelo no Ártico

Um estudo da Nasa concluiu que em 2005 o Ártico não conseguiu recuperar suficientemente a espessa camada de gelo que derrete durante todo verão. As novas descobertas fazem parte de uma pesquisa publicada ano passado que constatou uma queda de 14% na quantidade do gelo ártico perene entre 2004 e 2005, o que sugere que esse declínio continue nos próximos anos. Após o derretimento do verão em 2005, apenas 4% do gelo que se formou no inverno seguinte conseguiu permanecer. Foi a menor taxa de reposição de gelo verificada no estudo. Segundo os pesquisadores, o Ártico tem perdido de sete a 10% de gelo a cada década.

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3 de abril de 2007

Os passarinhos e o resto

A Sociedade Real de Proteção aos Pássaros britânica resolveu alçar vôos mais ambiciosos que o normal. Unida à Birdlife, conseguiu uma concessão do governo da Indonésia para manejar uma área de 100 mil hectares de floresta ameaçada por madeireiros ilegais e pela agricultura. O objetivo é conservar os pássaros da área (que sozinha tem mais espécies do que toda a Grã-Bretanha), e de quebra a enorme diversidade da flora e fauna local, composta de elefantes, tigres, macacos, leopardos e ursos, entre outros. A reportagem é do jornal The Independent.

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3 de abril de 2007

Seca

As chuvas abaixo da média durante o verão na região centro-sul do país têm sido resultado da permanência atípica de uma massa de ar quente e do fenômeno El Niño, que começa a perder intensidade para dar lugar à La Niña, um resfriamento acentuado das águas do oceano Pacífico. A explicação é do pesquisador Lincoln Muniz, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec-Inpe). Nos próximos meses, a tendência é que as chuvas diminuam ainda mais, de forma gradual. E que, apesar de mais amenas, as temperaturas continuem ligeiramente acima da média.

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3 de abril de 2007

Prevenção

Os cientistas preferem não se arriscar em previsões sobre uma suposta maior incidência de queimadas este ano por causa da seca, já que elas são (na maioria dos casos) provocadas pelo homem. Mas, reconhecem que todos os cuidados devem ser tomados imediatamente para que não se instale uma situação crônica de fogo como em 2005, principalmente no norte do país.

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3 de abril de 2007

Contraponto

Na esteira da publicação na próxima sexta-feira da segunda parte do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), o representante da Comissão de Meio Ambiente da União Européia, Stavros Dimas, disse ontem para cientistas do órgão que apenas a liderança européia pode agregar forças globais suficientes para reverter o quadro de mudanças no clima. Reportagem do jornal britânico The Guardian diz que ele só se esqueceu de mencionar que o programa de comércio de carbono da União Européia não tem ido muito bem das pernas. Apenas cinco países (Espanha, Inglaterra, Dinamarca, Itália e Irlanda) aquecem o mercado de carbono no continente, por emitirem além de suas cotas. Muitas indústrias têm poluído menos do que lhe é permitido. Resultado: o preço do carbono está em baixa.

Por Redação ((o))eco
3 de abril de 2007

Enfim, regras para Juatinga

O Instituto Estadual de Florestas do Rio de Janeiro finalmente iniciou estudos para definir a capacidade de carga das praias da Reserva Ecológica da Juatinga, em Paraty, no sul fluminense. Técnicos também cadastraram as casas de caiçaras nas praias do Sono e Ponta Negra para que as comunidades possam receber material de construção para reformas.

Por Redação ((o))eco
3 de abril de 2007