União verde

Desde ontem, as páginas do The New York Times na internet mostram como seus leitores andam interessados em questões ambientais. Na lista das reportagem mais enviadas pelo e-mail, figuram duas que tratam de meio ambiente. Uma conta que vai se formando nos Estados Unidos uma indústria para amenizar os impactos ambientais de festas de casamento. Dá um trabalhão porque além de se ter que achar produtos orgânicos para encher a pança dos convidados e tecidos feitos de material reciclado para vestir os noivos e padrinhos, a festa envolve cálculo complicado para descobrir quanto de carbono ela vai emitir na atmosfera. Feito isso, os noivos escolhem como farão a compensação. O mais popular é o plantio de árvores.

Por Redação ((o))eco
12 de fevereiro de 2007

Lição africana

A reportagem do casamento verde é a terceira mais enviada das últimas 24 horas. Surpresa mesmo é a segunda colocada, que trata de técnicas tradicionais de plantio no Niger, um país africano para lá de esquecido pelo resto do mundo, e que tem 2/3 de seu território tomado pelo deserto do Saara. Há 20 anos, temendo que a desertificação fosse tomar conta do solo semi-árido no Sul do país, fazendeiros recuperaram uma antiga técnica para plantar árvores naquele solo que de tão duro parece pedra. Deu mais do que certo. O solo reverteu a desertificação, a produtividade aumentou e, com as árvores crescidas, a paisagem local ficou muito mais bonita. Notícia do New York Times.

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12 de fevereiro de 2007

Tempestade

Cinco minutos depois de flagrar a chegada desta tempestade na Serra da Mantiqueira, Marcos Sá Corrêa teve que fugir do granizo que cobriu de branco...

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9 de fevereiro de 2007

Destino

A visita de dirigentes do McDonalds Europa à Amazônia esta semana, onde estão sendo ciceroneados pelo Greenpeace, não foi a primeira de pessoal da empresa à região. Dois funcionários de sua área de compras, Ken Kenny e Patrick Thisner, estiveram em Santarém em dezembro. Passaram primeiro na Cargill, que no ano passado teve o dissabor de ver a rede de fast-food suspender a compra de frangos de uma subsidiária sua. A razão? Os bichos eram alimentados com soja produzida em áreas desmatadas na região. Lá, explicaram mais uma vez que só comprarão de fornecedores que possam certificar que seus produtos não contribuem para a devastação da floresta amazônica.

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9 de fevereiro de 2007

Tour

A passagem dos dois McDonalds pela Cargill de Santarém incluiu uma palestra feita por gente da The Nature Conservancy (TNC), Ong parceira da multinacional de alimentos num projeto de regularização do passivo ambiental dos produtores de soja do município. Depois, foram visitar produtores de grão na região. Não se sabe se eles gostaram do que ouviram e viram. O McDonalds, até agora, não retomou suas compras de frango da subsidiária da Cargill.

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9 de fevereiro de 2007

Apertou

A TNC, que anda metida em vários projetos de adequação de produtores rurais à legislação ambiental Brasil afora, avisou aos produtores de soja de Santarém que o mercado internacional está fechando as portas para produtos que não respeitam o meio ambiente. A maioria deles se comprometeu, em documento, a recuperar áreas de preservação permanente, como margens de rios e nascentes, nas terras que ocupam. A Cargill se negou a financiar a produção de quem ficou fora desse acordo.

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9 de fevereiro de 2007

Mais adiante

A questão de recuperação das reservas legais dos sojicultores de Santarém ficou para ser decidida lá na frente. O governo do Pará ainda não decidiu se vai baixar a exigência de reserva, que hoje é de 80%, para 50%. Há brecha legal que permite a diminuição para fins de recuperação.

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9 de fevereiro de 2007

Resistência

As principais Ongs que atuam no Cerrado e Amazônia continuam discutindo com os grandes compradores de grãos estabelecidos no país qual será o futuro do comprometimento da Associação Brasileira das Indústrias de Óleo Vegetal (Abiov) de não aceitar soja proveniente de desmatamentos recentes. O trato tem duração de dois anos. As Ongs querem que as esmagadoras de soja se comprometam a só aceitar grãos de produtores que respeitem o Código Florestal Brasileiro. Seria uma revolução. A Abiov resiste à idéia.

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9 de fevereiro de 2007

Biocombustíveis e carbono

A semana está mesmo incrível para os produtores de biocombustíveis. Depois de os EUA terem anunciado que querem se aliar ao Brasil para consolidar o mercado mundial de etanol, o novo chefe de Mecanismos Sustentáveis de Desenvolvimento da ONU, Halldor Thorgeirsson, defendeu que projetos de biocombustíveis possam gerar créditos de carbono, algo até agora não permitido. Em entrevista à Reuters, ele observou que tais medidas poderiam benefiar Brasil e Indonésia, os maiores produtores de etanol e biodiesel, respectivamente.

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9 de fevereiro de 2007

Planejar é preciso

A Folha de S. Paulo traz hoje um editorial, reportagens e uma análise sobre o potencial da parceria entre Brasil e Estados Unidos para a expansão do uso de etanol em todo o mundo. A opinião do diário paulista é de que além das oportunidades, o setor de biocombustíveis brasileiro deve planejar cuidadosamente sua expansão. Um dos critérios na ocupação de terras agricultáveis, é a proteção da biodiversidade. O jornal defende que se leve em conta esse “patrimônio estratégico”.

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9 de fevereiro de 2007

Exemplo Chinês

Reportagem do Valor diz que a China, terceiro maior produtor de etanol do mundo, vai reflorestar uma área do tamanho do território da Inglaterra com árvores de frutos altamente oleosos para aumentar a produção de biediesel do país. Em contraste, o mesmo jornal conta que nos países vizinhos Malásia e Indonésia desmata-se para plantar palmeiras de dendê, que também servem para produzir combustível.

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9 de fevereiro de 2007

Não tão fácil

A Bolívia está dando sinais de que não aceitará as hidrelétricas brasileiras no Rio Madeira com tanta facilidade. Ontem em entrevista à Folha de S. Paulo, o vice-ministro de Eletricidade Energias Alternativas da Bolívia, Hugo Villarroel, afirmou que os estudos para a construção de Santo Antônio e Jirau são insuficientes . Para ele, as análises tem que levar em conta a bacia como um todo e não só o lado brasileiro. Se forem para sair, as usinas devem ser um projeto binacional, disse o boliviano.

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9 de fevereiro de 2007