Indenização aos posseiros de boa-fé

A saída foi propôr aos deputados que essas duas regiões abertas sejam desapropriadas e indenizadas, a exemplo do que está planejado para acontecer em outros quatro pontos de desmatamento no coração do Cristalino. O secretário estima que com o acréscimo de mais essas áreas sejam necessários não seis, mas dez milhões de reais para indenizar

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2006

Recursos bem-vindos

Machado rebateu as ameaças de corte de recursos do Arpa diante do risco de redução dos parques. E pediu que, em vez delas, os representantes do programa federal discutam em Mato Grosso ações de cooperação. O secretário informou ainda que o governador Blairo Maggi atendeu o pedido da Sema de apenas unificar as unidades de conservação por decreto e já encaminhou um projeto nesse sentido.

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2006

Água no semi-árido

A Agência Nacional de Águas (ANA) divulga nesta quinta-feira um estudo que indica estratégias para solucionar os problemas de abastecimento hídrico no semi-árido, que afetam 30 milhões de pessoas. As propostas do órgão estão no Atlas Nordeste – Abastecimento Urbano de Água, a ser apresentado em solenidade em Brasília. Segundo o documento, mais de 70% dos 1.300 municípios analisados terão um quadro crítico de abastecimento de água até 2025. E para resolver a questão, serão necessários R$ 3,6 bilhões de reais em investimentos.

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2006

Que é isso companheiro?

Depois de anos de espera, o projeto de lei do Fundo Verde de Participação dos Estados (FPE Verde) entrou na última terça-feira entre as prioridades de votação da Câmara dos Deputados. O projeto proposto pela então senadora Marina Silva prevê repasses maiores da União para os estados que possuem unidades de conservação e terras índigenas. Mas se tivesse ido à votação, o texto não seria aprovado pois os líderes do Partido dos Trabalhadores (PT) estão contra o projeto. Não bastasse isso, o Ministério da Fazenda também avisou que não apóia a idéia.

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2006

Vamos conversar

Diante da chance nula de aprovar o projeto de sua ministra, o Ministério do Meio Ambiente se aproveitou da sessão fraca na Câmara e não fez esforço nenhum para apressar a pauta de votação. Hoje, com a votação do ministro do Tribunal de Contas da União, não haverá discussão do FPE Verde. A estratégia é chamar a liderança do PT e o Ministério da Fazenda para uma conversa com Marina Silva e tentar convencê-los de que o tema é importante. Estados como Roraima, por exemplo, vivem a reclamar que muito de seu território já foi perdido para parques e reservas índigenas.

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2006

Indefinido

Uma reportagem do jornal Diário de Cuiabá denuncia que o secretário de meio ambiente de Mato Grosso, Marcos Machado, voltou atrás e aceitou negociar uma redução da ordem de 20 mil hectares nos parques estaduais Cristalino I e II. A decisão teria sido tomada depois de conversas com os parlamentares que votaram a favor da redução e do suposto reconhecimento de erros técnicos da própria Secretaria de Meio Ambiente (Sema). A assessoria de imprensa do órgão limitou-se a negar a informação contida na reportagem e avisou que uma segunda votação dos deputados só deverá acontecer depois de mais rodadas de negociações entre a Sema e a Assembléia Legislativa.

Por Redação ((o))eco
5 de dezembro de 2006

Tem que dar lucro

Pode parecer surpreendente, mas só um Parque Nacional americano é obrigado por lei a se virar financeiramente. É o Presidio, na cidade de San Francisco. De acordo com reportagem da PBS, a TV pública americana, a lei que criou o parque em 1994 deu aos seus gestores o prazo de vinte anos para mostrar que ele pode ser auto-suficiente. A antiga base militar é gerida como uma empresa privada e muitos dos seus prédios históricos tem sido reaproveitados como escritórios, apartamentos e espaços comerciais. A solução é controvertida, mas a manutenção do parque sózinha custa mais de US$ 40 milhões por ano.

Por Redação ((o))eco
5 de dezembro de 2006

Cargueiro a vento

Uma companhia alemã de navegação planeja implantar uma novidade em um de seus navios cargueiros a partir do ano que vem. Vai instalar uma pipa – na verdade quase um parapente – para aproveitar a força do vento na locomoção. A idéia é poupar combustível, o que também contribui para a diminuição das emissões de gases do efeito estufa na atmosfera. A novidade foi testada por um alguns anos desde que foi concebida pelo alemão Stephan Wrage. Segundo o site Planet Ark, até agora ela obteve sucesso, mas sempre com embarcações de pequeno porte. Imagens do invento podem ser vistas no site Cnet.

Por Redação ((o))eco
5 de dezembro de 2006

Chega de calote

Nesta terça-feira, o Ibama reabriu ao público o Parque Nacional da Serra da Canastra (MG), depois de mantê-lo fechado desde a última sexta-feira. A decisão de suspender as atividades, que pegou de surpresa turistas e donos de pousadas de São Roque de Minas, foi forçada pelo posto de gasolina que fornece combustível ao Ibama. Enquanto não recebesse, o posto não ia mais abastecer os carros do instituto, que ficou literalmente parado. A crise repercutiu em Belo Horizonte e em Brasília, que se apressaram para repassar quantia suficiente para saldar as dívidas. Só não se sabe até quando.

Por Redação ((o))eco
5 de dezembro de 2006

Mais neve

A mudança climática é responsável por furacões mais freqüentes e mais violentos nos últimos anos? O debate sobre esse tema tem sido bastante quente, especialmente depois do estrago causado pelo Katrina. O climatologista americano Roger Pielke Sr. acaba de jogar mais lenha nesta fogueira, publicando no seu blog um artigo defendendo que oscilações cíclicas nos oceanos são responsáveis pelo fenômeno e, mais ainda, pelos altos volumes de neve que têm caído na costa leste dos EUA nos últimos anos. Pielke não parece negar a realidade da mudança climática, mas faz reparos às maneiras como os cientistas medem o fenômeno e se envolvem no debate público sobre o assunto.

Por Redação ((o))eco
5 de dezembro de 2006

Aula magna

No momento em que integrantes do governo batem as cabeças na discussão sobre as competências da União, estados e municípios no cumprimento das normas de meio ambiente, um evento organizado pela Câmara dos Deputados parece cair como uma luva. O seminário sobre "Legislação concorrente em meio ambiente", vai reunir entre terça e quinta desta semana, os mais experientes juristas na temática ambiental, além de consultores legislativos e figuras do governo, para discutir porque as regras não estão funcionando como devem. Cinco temas vão ser dissecados pelos palestrantes: fauna, florestas, licenciamento ambiental, controle de poluição e sanções administrativas.

Por Redação ((o))eco
5 de dezembro de 2006

E agora?

Um leitor de O Eco nos escreveu com um problema muito comum na época de Natal. Comprou um microondas e uma geladeira e não consegue dar fim ao isopor usado para embalar os eletrodoméstico. O sistema de coleta seletiva não contempla esse tipo de material, que, mais tarde, contribui para aumentar os já volumosos aterros sanitários. O consumidor também entrou em contato com as duas fabricantes dos equipamentos (Bosch e Brastemp), mas não obteve respostas concretas sobre o que fazer com o isopor. Resultado: o elefante branco continua em sua casa, por falta de coragem de jogá-lo no lixo comum.

Por Redação ((o))eco
5 de dezembro de 2006